Amor e vontade pdf

O amor não se resume em uma pessoa ou em uma coisa, ele não tem fim e é uma parte que vai além de nós. A única certeza que temos sobre o amor é a sua infinidade, que preenche nossas vidas e faz com que nada pareça melhor do que senti-lo e demonstrá-lo. É um sentimento que vai muito além de palavras e gestos. A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental. A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto. Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de Desde o Centro onde a Vontade de Deus é conhecida, Que o Propósito guie as pequenas vontades dos homens, O Propósito que os Mestres conhecem e servem. Desde o centro a que chamamos raça dos homens, Que se cumpra o Pano de Amor e Luz E que se sele a porta onde mora o mal. Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra Ordo Saturni – Amor é a Lei. Amor Sob Vontade. Amor Impiedoso. Irmão Inti 2017-12-28T19:44:07-02:00 2017-12-28T19:44:07-02:00 Elemento fundamental da vida cristã, a vontade de Deus, às vezes, é entendida como resignação, tristeza, dever implacável e doloroso, até mesmo limite à liberdade do homem. Na verdade, ela é expressão do amor de Deus por nós, o seu "sim” ao homem. Alimento da alma, ela insere a pessoa na vida do Céu. Para a Autora, fazer a vontade de Deus é a resposta de amor a Deus Amor ... Eros e repressão (amor e vontade) O PDF do primeiro capítulo ainda não está disponível O Skoob é a maior rede social para leitores do Brasil, temos como missão incentivar e compartilhar o hábito da leitura. Fornecemos, em parceira com as maiores editoras do país, os PDFs dos primeiros capítulos dos principais lançamentos editoriais. Haja o que houver Há sempre um homem para uma mulher E há de sempre haver para esquecer um falso amor E uma vontade de morer. From the Album: Stan Getz / João Gilberto - Getz/Gilberto. From the Book: E-Z Play Today #329 - Antonio Carlos Jobim e com o Infinito Amor, que constituem o Pensamento e a Vida de Nosso Pai. EMMANUEL Pedro Leopoldo, 11 de fevereiro de 1958. ... A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental. A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à a- r O inter-relacionamento de vontade e amor é inerente ao fato de que ambos os termos descrevem uma pessoa no processo de buscar, mover-se em direção ao mundo, procurando afetar aos outros, ou ao mundo inanimado, e dispondo-se a ser por eles afetada. Compre Livro Conhecendo Deus e Fazendo Sua Vontade - Guia do Lder no boleto ou em at 6x no carto de crdito.. fieldbus network+ pdf free download edital enem 2015 pdf download the coldest girl in coldtown epub download .. . conhecendo a deus e fazendo a sua vontade. .

A História da Criminalidade no Rio de Janeiro

2019.12.22 08:17 MinistroPauloCats A História da Criminalidade no Rio de Janeiro

A HISTÓRIA DA CRIMINALIDADE NO RIO DE JANEIRO


O professor de história Carlos Eduardo aponta os fatores que levaram o Rio de Janeiro a se tornar uma referência negativa no que tange a criminalidade.

A seguir uma descrição do que aconteceu em todos os governos desde o final daquele que antecedeu o governo Brizola em diante para entender como é que se deu essa crescente violência do Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar eu gostaria de voltar um pouquinho no tempo, quando a capital saiu para Brasília. Eu considero uma tremenda lástima a saída da capital do Rio de Janeiro para Brasília.

Primeiro, porque ela foi baseada numa falácia: que iria desenvolver o Centro-Oeste. Na verdade o que desenvolveu o Centro-Oeste foi o agronegócio. Cidades já existiam e apenas cresceram. Brasília nada produz.

Segundo lugar, tirou o poder de junto do povo. Hoje em dia é impossível você chegar junto de qualquer autoridade para reivindicar qualquer coisa em Brasília, em parte por causa da distância. Quando Brasília foi construída era possível chegar do Rio de Janeiro de São Paulo, de Belo Horizonte em 3 horas. Hoje em dia não existem mais trens passageiros no Brasil. Então você tinha uma facilidade imensa de levar as pessoas até lá, se bem que quando chegassem lá essas pessoas também não teriam mobilidade, mas era possível chegar.

A cerca de quatro anos depois da construção de Brasília esses trens foram suprimidos. Então Brasília hoje é um lugar isolado. Ninguém vai para Brasília por menos de 3-4 mil reais. Quando a capital saiu daqui, foi para Brasília, o poder se distanciou do povo.

Surgiu então uma questão secundária: o que fazer com isso aqui. A PDF - Prefeitura do Distrito Federal - foi criada ainda no tempo do Império, no tempo das diligências, através do ato adicional que criou o Município Neutro, que não fazia parte do estado do Rio de Janeiro.

Então eles resolveram criar um novo estado aqui: o estado da Guanabara. Esse estado da Guanabara teve um governador que foi talvez um dos melhores governadores que o Brasil já teve chamado Carlos Lacerda. Ele não era perfeito, cometeu grandes erros, mas Lacerda foi um exemplo, um divisor de águas na administração pública brasileira.

Um desses erros que infelizmente Lacerda cometeu foi a política de erradicar algumas favelas extremamente incômodas, as populações consideradas problemáticas que ficavam na Zona Sul da cidade e transferir essas favelas para grandes conjuntos habitacionais na Zona Oeste na zona rural da época.

Então depois de Lacerda tivemos o governador Negrão de Lima, que foi um governador absolutamente apagado, e tivemos o governador Antônio de Pádua Chagas Freitas, que era dono do jornal O Dia. Na época era um jornal popular do tipo que se espremesse saía sangue. Hoje tem uma linha editorial totalmente diferente, mas antigamente era mais especializado em funcionários públicos e outras notícias assim.

Pois bem, esse governador Chagas Freitas era um governador extremamente impopular. Ele ficou dois mandatos, um pelo estado da Guanabara, depois ele ficou mais um tempo como governador do estado do Rio uma vez que houve fusão do estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara.

Quando houve essa fusão, o tipo de política que se fazia no estado do Rio de Janeiro era bastante ruim, baseada em na figura dos chamados coronéis. A política do Rio de Janeiro era muito personalista, e esse tipo de política é baseado em compra de votos, nomeação de cargos públicos, de funcionários públicos sem concurso apenas por conhecer um político. Esse tipo de vício político invadiu estado da Guanabara e ao mesmo tempo a riqueza do estado da Guanabara - que era o segundo estado mais rico da federação e participava com mais de 30 por cento da economia do Brasil - essa riqueza toda passou pra esses políticos do interior.

Nesse contexto nós tivemos o segundo governo do Chagas Freitas e aí veio o processo chamado Abertura. Então o governador Brizola voltou. Brizola era um antigo conhecido dos cariocas. Brizola uma vez boicotou a vinda do chamado feijão preto para o estado da Guanabara. Por uma particularidade que eu não sei explicar porquê, o Rio de Janeiro é o único estado da federação que o feijão preto é a base alimentar. O feijão preto era plantado no Rio Grande do Sul apenas para abastecer o estado do Rio de Janeiro. Nos outros estados o feijão preto é consumido mais como exceção, mas aqui é consumido diariamente, inclusive tem muita gente que como feijoada diariamente. Mas enfim, o Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, por várias maneiras conseguiu impedir a vinda de trens, de caminhão, de navegação de cabotagem com gêneros alimentícios para o estado da Guanabara.

Embora a capital oficialmente já tivesse saído para Brasília, a capital de facto ainda era aqui. Tanto é que no dia 31 de março, o saudoso general Olímpio Mourão Filho desceu de Juiz de Fora para colocar fim ao comunismo de João Goulart. Ele desceu para o estado da Guanabara.

Muitas estatais estavam aqui, muitos ministérios estavam aqui e há até hoje: a Petrobrás está aqui, a Ancine está aqui, acho que o IPI também, o Instituto de Pesos e Medidas, a Biblioteca Nacional, o próprio Museu Nacional que pegou fogo, o palácio da Quinta da Boa Vista, ainda tem muita coisa federal aqui.

Quando os militares abriram as portas, o senhor Leonel Brizola, que foi o homem escolhido para implantar o comunismo no Brasil, um comunismo do tipo cubano, esperou um tempo para ter certeza que teria segurança.

Ele era um homem que, pelo rádio, conclamava o povo incitava o povo a fazer pequenas milícias de guerrilha para derrubar o governo militar, aliás ele tramava para derrubar o próprio cunhado dele João Goulart - era completamente obcecado pelo poder.

Esse homem perturbou imensamente o governo de Carlos Lacerda. Ele e Brizola eram inimigos figadais, eles tinham um ódio irreconciliável. Mas como Lacerda foi um excelente governador, ele praticamente pavimentou todas as ruas do Rio de Janeiro, ele acabou com a questão da vala negra a céu aberto, ele asfaltou muitas ruas. Infelizmente ele acabou com o bonde, fez algumas coisas erradas. Todos esses conjuntos habitacionais foram também muito ruins, mas de um modo geral, só o fato de ele acabar com o problema da falta d'água já foi uma coisa maravilhosa.

As pessoas contavam, eu escutava isso das pessoas antigas e ficava imaginando: pessoas que tinham que trabalhar às seis horas da manhã no dia seguinte levantavam às 5 horas da manhã, eles ficavam acordados na calçada das casas até meia-noite às vezes, até uma hora, esperando barulhinho de cair um ou dois palmos de água na caixa d'água.

Isso era o Rio de Janeiro antes de Lacerda, havia o racionamento. Eles um dia apagavam a Zona Sul, no outro dia apagavam o Centro. Imagina as pessoas que estivessem dentro dos elevadores!

Havia uma hora certa que a luz seria desligada então a Light orientava todos os motorneiros de bondes a destrancar os cruzamentos. O negócio era muito bem cronometrado para que não acontecesse dos bondes pararem justamente dentro dos cruzamentos. E depois nos outros dias eles apagavam a zona rural e a Baixada Fluminense.

A Light era concessionária tanto do estado da Guanabara como de parte do estado do Rio. O consumo era muito pequeno por aqui então eles apagavam tudo junto e o Lacerda conseguiu acabar com isso. Fez uma termelétrica em Santa Cruz.

Então o povo começou a gostar muito do Lacerda e ao mesmo tempo começou até essa ojeriza do Brizolismo.

Mas em 1980, de repente Brizola volta. Na eleição Brizola era considerado um azarão a a pessoa mais cotada para ser a governadora era a deputada, na época a ex-ministra da Educação, professora Sandra Cavalcanti, que era da linhagem política direta de Carlos Lacerda.

Sandra Cavalcanti já estava praticamente eleita quando de repente acontece uma reviravolta na mídia e a contagem dos votos revela Brizola com 32% dos votos! Muito estranho!

O voto era feito de papel e quem contava o voto eram apenas funcionários públicos, a esmagadora maioria. Na hora de contar os votos tinham fé pública, ou seja, o que eles diziam que tinha na urna era aceito sem questionamento.

Os títulos de eleitor que tinham digital da pessoa, tinham apenas uma foto que muitas vezes era a foto de infância. Então o processo eleitoral foi bastante turbulento. A apuração demorava muito em lugares extremamente quentes e abafados e as pessoas contando votos de muita má vontade, embora o funcionário público ganhasse dias para fazer aquilo. Era uma fraude tremenda em todos os níveis. As pessoas hoje reclamam da urna eletrônica mas as pessoas não têm noção do que era a fraude no voto de papel.

De repente, no segundo turno Brizola se elege com 32-33% dos votos. Ninguém teve maioria absoluta. Carlos Lacerda tinha morrido seis anos antes e a memória dele ainda estava recente. Mas a professora Sandra Cavalcanti era da linhagem direta dele e foi alijada do sistema.

O governador Chagas Freitas havia se envolvido numa coisa que eu considero um dos maiores erros políticos no Brasil que é praticado desde o presidente Marechal Hermes até os dias de hoje: a política dos grandes conjuntos habitacionais.

Esses grandes conjuntos habitacionais eram conjuntos pra mil, 1700, 1800, 2300 famílias. O MDB na época viu que os grandes conjuntos habitacionais no Rio eram um celeiro de votos. Muitos políticos viram e perceberam isso então eles faziam todo um esquema de obras parciais.

O que eram essas obras parciais? Por exemplo: pavimentar uma rua até a metade e essa pavimentação acabaria exatamente no dia da eleição. Colocar água numa rua até a metade e iluminar uma rua até a metade. Isso gerava muitos votos.

Então eles deixaram todo o esquema pronto para o Brizolismo se implantar. O Brizolismo chegou e pegou essa população extremamente carente e extremamente cansada de mentiras, vivendo em condições péssimas.

Um dos pilares do Brizolismo, que acabou sendo um dos pilares da esquerda hoje, é a militância a nível local, a capilaridade - isso falta muito à nossa direita hoje. Eles colocavam ou pegavam ali naquela rua quem era o sujeito mais ligado pra fazer essas coisas, tipo falar em público, com disposição pra contato com as autoridades, capaz de fazer abaixo-assinado, etc.

Pegava aquele sujeito e dava o telefone do Palácio e aí, para surpresa de todos, aquele sujeito ia num orelhão - na época ninguém tinha telefone em casa - e telefonava para o palácio e, por incrível que pareça, o senhor governador Brizola atendia pessoalmente.

Atendia esse cidadão que fazia a queixa lá de alguma coisa e no dia seguinte o governador passava por cima de prefeitura, passava por cima de secretarias, passava por cima de todos os órgãos para executar aquele serviço.

A Constituição de 67 dizia que nas capitais e nas grandes cidades e nas áreas de segurança nacional, o prefeito seria nomeado pelo governador. Isso é um cenário maravilhoso se você tivesse todos os governadores alinhados. Mas de repente você tem um Brizola governador, então o prefeito aqui era chamado na época pelos jornais com um apelido pejorativo - "domésticas" - era um tanto preconceituoso. Então tinha o "empregadinha" do governador, "doméstica" do governador de modo que a prefeitura era uma ficção jurídica e o estado era que mandava.

Esses grandes conjuntos habitacionais rendiam milhares e milhares de votos. Esse é o primeiro ponto. Foram essas pessoas que faziam a ponte direta entre o partido PDT.

O segundo ponto que firmou Brizolismo, mas extremamente nocivo à população, foi não combater mais o narcotráfico. Então há a partir dali a venda de drogas, de qualquer tipo de entorpecente. A cocaína na época ainda era uma droga cara demais, se vendia bem pouco. Mas a maconha sempre foi mais barata e mais fácil de produzir.

Enfim então foram dadas ordens explícitas à Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro que não subisse o morro, que não combatesse os traficantes de drogas. Isso aí nas favelas que ficavam nas regiões ricas da cidade, a Zona Sul, no Centro. A Zona Norte na época não estava tão favelizada como hoje em dia. Assim, além do consumo local começou a ter um consumo de uma elite, classe média, que começou a parar ali e comprar.

O terceiro ponto do Brizolismo é o funcionário público. O Brizolismo não tinha qualquer tipo de responsabilidade financeira com o Erário. Em outras palavras eles colocavam aumento em cima de aumento do salário do funcionário público. Pra você ter uma idéia nós estávamos na época com taxas de inflação volta de 16 a 20 por cento ao mês. Talvez um pouco menos. E todo mês havia reajuste automático sendo que a cada três ou quatro meses mais uma folha complementar.

Imagina você gastar todo seu dinheiro, completamente afogado em dívidas e de repente vem o seu patrão, que é o governo do estado, governo do município, e diz "agora você vai ter dois pagamentos de salários". Então foi o caso de amor à primeira vista né!

Quando o Brizola fez alguma pouca coisa certa a gente tem que elogiar: ele fez um rigoroso combate ao funcionário fantasma. Ele combateu muito funcionário fantasma, mesmo porque ele precisava de dinheiro. Talvez não fosse tanto pelo aspecto da moralidade mas por um aspecto estratégico e precisava de dinheiro.

Então funcionário público teve acréscimo do padrão de vida dele que foi absurdo e isso fez o terceiro pé do Brizolismo.

Então você tem funcionários públicos completamente fanatizados, você tem esses líderes comunitários - isto é, mais tarde foram chamados de líderes comunitários mas geralmente eram gente de igreja. Gente da Igreja Católica, formada pela esquerda católica, que se tornaram líderes de ruas e associações de moradores, etc, a começar a formar um poder paralelo.

Você não precisava mais falar com o administrador regional, nem com o secretário de obras, nem falar com o prefeito, dependendo da sua condição só falava diretamente com o governador.

O terceiro ponto que foi essa liberação... liberação tática, obviamente. Não podia liberar da lei mas foi a liberação do tráfico - não só do tráfico mas a liberação ao furto de serviços da concessionária. A Light começou a ter uma uma evasão de energia elétrica imensa mas não podia mais cortar. A CEDAE que era a concessionária de águas e esgotos nem se fala! Os canos passam por debaixo da terra e era tanto gato mas tanto gato que nem a CEDAE sabia mais quanta água estava sendo consumida em determinado bairro.

Tudo isso e ninguém podia cortar o serviço. O sujeito simplesmente recebia conta d'água e engavetava, que não era cortado o fornecimento.

Isso tudo foi criando hábitos: o muro da linha do trem - nós temos aqui um serviço de trens elétricos que foram os últimos dois grandes serviços de trens elétricos que sobraram no Brasil. Começaram a fazer um monte de buracos na muralha da linha do trem e as pessoas entravam na faixa de domínio, ficavam sem pagar o trem, pulavam o muro, faziam buracos, etc. Então se criou essa cultura perversa do não pagar.

Não há como uma sociedade baseada nisso prosperar. Pelo contrário, costumo dizer que o Rio de Janeiro hoje é um cadáver de 35 dias. O Rio de janeiro está podre e já está acabado mas só não desistimos isso aqui primeiro porque nós amamos muito e segundo porque isso aqui é fundamental para o resgate do Brasil. O futuro do Brasil passa por aqui e a terceira coisa, nós temos nossas famílias, temos nossos empregos, nós temos os nossos negócios aqui, apesar de toda a violência, toda criminalidade, ainda sobrevivemos isso aqui.

Por incrível que pareça ainda existem empregos aqui, embora o Brizolismo tenha matado a indústria do Rio de Janeiro a unha. Havia um órgão ambiental chamado FEEMA. A FEEMA destruiu por exemplo a indústria cimenteira do Rio de Janeiro, destruiu a indústria química. Eram multas e regulamentações e não só a FEEMA, qualquer tipo de órgão.

Perto aqui da minha casa existe uma estação chamada Benjamim do Monte e um grupo japonês de estaleiros chamado Ishikawajima fundou uma empresa chamada Ishibrás. Era um grupo que tinha uma montadora de peças para navios. As peças brutas eles faziam junto do mar e as peças mais leves eram feitas numa fábrica aqui em Campo Grande.

Quando foi instalada aqui a primeira coisa que descobriram é que não tinha como tirar a carga porque nas ruas tudo contribuía para travar o caminho dos caminhões. Nem memso pela linha do trem podia mais porque a rede ferroviária proibiu o tráfego de cargas nas linhas de subúrbio.

Então não tinham mais como descer as peças deles de trem - eram peças pequenas, mais sofisticadas, mas pequeno para o navio ainda é muito grande. Então aquilo passava batendo em sinal de trânsito, batia em fiação, enfim, causava problemas com a vizinhança e conflitos.

Depois de 12 anos ele simplesmente abandonaram aquilo e saíram. Largaram tudo e a indústria naval do Rio de Janeiro foi destruída. Hoje em dia eu sei que esse fenômeno não foi apenas aqui no Rio de Janeiro, foi no Ocidente inteiro.

A indústria naval foi destruída nessa época entre os anos 80 e 2000 e hoje a gente sabe o resultado. A indústria naval foi destruída e foi toda levada à China. Não é uma mera coincidência.

O que sobrou de indústria no Rio de Janeiro? Bancos, por exemplo, não temos mais nenhum. Você pensa, por exemplo, naquele piloto de Fórmula 1 que sofreu um acidente terrível nos anos 70 chamado Nikki Lauda. Ele tomou um concorde e veio para o Rio de Janeiro para ser operado pela equipe do cirurgião Ivo Pitangui na Santa Casa de Misericórdia - que aliás tinha uma ala que foi administrada pelo Doutor Enéas Ferreira Carneiro. Foi operada aqui a primeira linha comercial do Concorde, o avião supersônico, foi de Rio de Janeiro a Paris.

E você pensa o que é o Rio de Janeiro hoje? O que virou isso aqui? É triste demais! Eu tenho vontade de chorar. É deprimente, mas isso também não quer dizer que nós vamos entregar os pontos.

Mas porque os governos que vieram depois não foram consertando o que o Brizola deixou? Tivemos quatro anos de Brizola numa época que a Constituição lhe dava praticamente plenos poderes. Ele podia mexer como ele queria com o orçamento, podia dar plenas ordens à Polícia Militar, não tinha Ministério Público, não tinha uma imprensa cáustica no pé dele o tempo todo, não tinha políticos de grande porte que se opusessem a ele.

Então com quatro anos você estraga demais uma sociedade, principalmente uma sociedade que está acostumada à benesse. Ele dava muitas benesses pra funcionário público e donos de associações de moradores e para políticos, deixando-os governarem junto com ele.

Moreira Franco chegou e interrompeu o ciclo Brizola. Moreira Franco foi eleito dentro da onda do Plano Cruzado. Queiramos ou não, Brizola na época foi o único que denunciou o estelionato eleitoral do Plano Cruzado. Esse plano não seria apenas um congelamento de preço. Havia todo um arcabouço ali de cortar despesas públicas e de privatizar estatais - já naquela época se pensava isso - mas o governo Sarney não deixou. Não pagou o preço político e apenas fez o congelamento e o segurou o quanto pôde até às eleições.

Então você tem um Moreira Franco enfraquecido. Ele já não era querido das pessoas. Na eleição do Brizola ele chegou em segundo lugar e tinha sido prefeito de Niterói e muita gente o detestava completamente.

Então o governo Moreira Franco foi um governo fraco. Foi um governo que tentou ainda combater um pouco a bandidagem. Esse mérito tem que ser dado, mas a coisa já estava muito enraizada. Ele ganhou uma antipatia absoluta do funcionário público porque ele fechou a torneira do dinheiro e os salários foram achatados, foram reduzidos à realidade. Muito dinheiro que era mandado para manutenção de escolas e hospitais e outras repartições foi cortado pois o Erário estava completamente falido.

Então quatro anos depois você tem o Brizola 2. Nesse segundo governo Brizola se concentra não mais na política dos CIEPs. CIEPs são escolas em concreto pré moldado que ele dizia que era para 500 alunos, mas na verdade eram dois turnos de 250. O CIEP inaugurou essa essa concepção que nós temos hoje de escola-prisão: você tem que prender a criança dentro da escola, não pode deixar a criança em sua casa, não pode deixar a criança sair... Há 220 dias letivos por ano, então é um público cativo para doutrinação.

Brizola gastou muito dinheiro com CIEPs e Moreira Franco abandonou aquilo. Quando Brizola retoma quatro anos depois, ele pega boa parte do dinheiro do Erário, conclui aqueles CIEPs e começa novas obras de CIEPs e coloca o pé numa nova fronteira política, que é legalizar as grandes invasões de terrenos, grandes invasões de terras.

Então você tinha enormes áreas da zona rural que eram destinadas à agropecuária. Em Campo Grande havia a Manteiga Campo Grande que era vendida pro Brasil inteiro e de repente essas áreas todas se tornam imensas favelas. Um caos absoluto onde cada um, sem qualquer critério, sem necessidade alguma, pessoas que já tinham casa, pessoas que já tinham terrenos e bens, iam lá e pegavam de 4 a 7 lotes cercados com barbante, e 2 ou 3 meses depois o estado desapropriava aquela área e dava títulos de posse a quem quer que fosse.

Em pouco tempo depois nessas áreas, os bandidos e traficantes de drogas, já bastante fortalecidos, colocaram aquele pessoal todo pra fora e tomaram um monte desses imóveis.

Então você hoje tem imensas áreas no Rio de Janeiro que são áreas oriundas dessa situação, com ruas de três metros de largura, sem espaço de arejamento, sem espaço pra escola ou lazer. O lazer lá hoje em dia são bailes feitos pela bandidagem infelizmente. Esse empreendimento foi tomado realmente pelo submundo.

Então aquilo espalhou o caos por todas as áreas. Hoje em dia praticamente não sobra uma área plana no Rio de Janeiro que não tenha sofrido algum tipo de invasão.

Com isso foi reforçada ainda mais a base eleitoral Brizolista. Quando Brizola saiu entrou o advogado Nilo Batista que é conhecido por ser um grande defensor de perseguidos pelo governo militar. Depois do Batista veio o governo Marcello Alencar, que já pegou isso aqui completamente destruído. O próprio Marcello Alencar era filho político de Brizola e depois veio Cesar Maia, que também era filho político de Brizola, fez muito proselitismo com o funcionário público e muito proselitismo com a terceira idade.

Depois veio uma figura completamente obscura que era um simples deputado estadual chamado Sérgio Cabral Filho. O pai dele era do movimento comunista e inclusive teve que deixar o Brasil durante o governo militar. O Sérgio Cabral Filho viu nesse filão aí da terceira idade o nicho de plataforma política no qual poderia conseguir o governo dele.

Depois veio o governo Garotinho. Os Garotinhos são um pessoal que veio de Campos e foi um desastre total para Campos. É aquele mesmo modo de fazer política do estado do Rio daquela época antiga.

Então nós não tivemos ninguém. Só agora o Wilson Witzel começou a enfrentar a bandidagem, coisa que não se fazia com seriedade há muito tempo.

E de fato ele não pode ser penalizado pelo estado de caos depois de 30 anos... 30 anos é mais de uma geração!

As pessoas hoje simplesmente não sabem pensar fora da gaiola. Um exemplo: eu falava com uma pessoa que é autoridade sobre questão de faixa de domínio da ferrovia invadida. Um sujeito simplesmente foi lá e fez o barraco dele em cima dos trilhos. Literalmente, o tráfego foi interrompido por um motivo qualquer e passados alguns anos o sujeito foi lá e fez uma casa. A gente estava falando do ramal de Mangaratiba. Já fizeram 140 casas em cima da linha do trem, que é terra da União. A resposta dele foi "ah mas nós temos que indenizar inclusive são casas boas, não sei o quê, temos que indenizar..."

Peraí como é que é isso? Onde nós estamos? Ele é uma pessoa boa, uma pessoa sensata e honesta, mas as pessoas já não conseguem mais pensar fora da gaiola. Como assim tem que indenizar quem invadiu o espaço público? Tem que indenizar quem edificou no canteiro central de uma avenida?

As pessoas perderam a noção do belo, a noção da funcionalidade do espaço, e também perderam completamente aquela alegria que o carioca tinha. O Rio de Janeiro era uma das poucas cidades nos anos 90 em que você estava andando pela rua e um estranho começava a conversar com você - em cidade grande isso não existe mais em nenhum lugar do mundo.

O Rio de Janeiro foi uma das últimas cidades que teve isso. Hoje isso foi perdido. Hoje o carioca é calado e introspectivo e só se solta realmente quando está em grupo de confiança. Não fala mais, completamente manietado e não sabe pensar diferente daquilo, pois, é claro, durante 30 anos só recebeu esse tipo de doutrinação, inclusive na escola, uma escola feita para imbecilizar. É difícil!

Mas nós temos jeito sim. Nós vamos conseguir dar a volta. Talvez nós não vejamos, talvez seja a próxima geração, mas essa semente tem que ser plantada agora. O país precisa ser limpo, ser preparado agora e
nós nunca mais teremos esse tipo de problema. Teremos outros problemas mas não esse tipo de problema.

https://www.youtube.com/watch?v=lfCFLYm2rDo
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2018.05.19 15:38 rodrigoablima Livro: Alfa e Ômega - Uma Aventura nas Profundezas da Divindade Humana

CAPÍTULO 1 - A FUNDAÇÃO
Há incontáveis eras, um grupo de anciões, vitoriosos de batalhas anteriores, decidiram criar uma nova existência, pois se esgotaram as possibilidades e o mundo se tornou previsivelmente insuportável e tedioso. Além disso, em sua sabedoria acreditavam que, como antes, seria necessária uma renovação, bem como o desapego, aos resquícios e memórias do passado. A estes senhores, de nomes impronunciáveis com nossas gargantas primitivas, chamaremos de Arcontes da Alma, os famigerados Pais Arquetípicos, conhecidos na mitologia judaica como Elohim. Dentre estes senhores havia um que se destacava, por seu amor e justiça, sendo a expressão exata do Elevado, aquele que conheceu a primeira criação de todas as criações. Valente guerreiro e pai amoroso. O Verbo e Senhor dos vinte quatro Arcontes.
Sentados, em seus tronos, conversavam e planejavam os eventos que seriam vividos na nova origem. O lugar onde estavam era de beleza única e com uma atmosfera de poder e glória jamais imaginada por mortais, como eu e você. Um lugar que assusta e atemoriza qualquer criatura, impondo respeito aos seres das alturas, ou dos mais baixos abismos.
Todavia existia um lugar de maior significado e peso, um lugar inviolável, o santíssimo lugar, a morada do Eterno. Apenas o Pai e Filho do Verbo poderia adentrar neste ambiente e o fazia somente em ocasiões únicas, em importância e necessidade. Ali residia o Misterium Tremendum que nenhuma criatura ou Elohi poderia conhecer e compreender em sua plenitude, apenas o Elevado e seu unigênito comungavam daquele lugar. Uma casa, uma casa de carne, pois diziam que era o cordis ou o útero da criação.
Um enigma foi proposto, por um dos arcontes para servir como busca e sentido à nova existência, entretanto por mais que se esforçassem não conseguiam encaixar as peças, neste quebra cabeça cósmico, para dar sentido real, sabor e abundância de vida aos novos entes.
O Verbo teve que intervir, pois todos haviam percebido que fazia se propício ao Unigênito entrar na câmara santíssima e ali, diante da Presença Eterna conversar com o Inefável, em busca de algo que pudesse trazer abundância de vida aos neófitos.
Então, os enviados serventes da recamara do rei receberam ordens para preparar e purificar o átrio do templo célico, e assim o fizeram. Estes servos, os homens chamam de anjos, mas nada mais são que seres enviados para uma missão especial. Um destes Gadreel, que em hebraico pode ser escrito como ?????, também conhecido como Azazel, é a origem de muito conflito e debate. Certamente seu real título, princípio e incepção estão envoltos em mentiras e sombras. Nenhum mortal, e até mesmo seres imortais, podem afirmar com certeza sobre algo que teve o embuste como razão de ser, embora nada passa despercebido e impune pelo Eterno.
Enquanto realizava os preparos para consagração dos átrios e vestíbulos reais sua atenção foi desperta por uma pedra vermelha, um seixo de jaspe carmesim usado nas vestes sacerdotais pelo Verbo. Quero deixar claro que muito do que acontece aqui não poderia ser descrito com linguagem e palavras humanas se respeitada sua exatidão. O certo é que o que foi me passado e permitido lhe exponho da melhor forma que minhas mãos escrevem e minha mente concebe, por isso faço uso alegórico, dos eventos agora relatados, pois sem os quais jamais poderia escrever. Por isso, creia no conteúdo e não na forma, como conselho, prezado amigo, haja sempre assim, na vida, geralmente o contorno é enganoso embora a essência liberte. Se não fizeres isto, de um jeito ou de outro, aprenderás que as palavras nada dizem, todavia o que fazemos com elas sim.
Então, possuído de cobiça, apeteceu possuí-la, pois conhecia o propósito e sabia que facultaria habilidade de abrir portais e poder sobre as trevas, corrupção e mal, se usada sem consentimento e vontade do Verbo, pois em seu coração deixou entrar a dúvida sobre a bondade divina. Sem muito pensar, tomou-a para si, colocando outra de sárdio, semelhante em forma, em seu lugar. Leitor cabe aqui lembrar, que o ocorrido, apesar de não aprazer a Aquele que É, foi planificado por Ele antes de todas as Eternidades, nas eras ocultas em Deus e no Cordeiro (O primevo Æion, Kairós do Ego e do Ser) e quando terminar tu verás que falo a verdade.
Neste momento, um Mal Antigo foi desperto, transformando interior deste anjo, que agora chamaremos de Inferno, עזאזל em hebraico, pois como narrado antes, se mal-usado o Jaspe Carmesim, que simboliza o sangue do Cordeiro, porque quem o toma e usa, o faz para sua própria condenação, se não empregar o discernimento por meio Daquele que é o alimento da alma. Uma porta foi aberta e o Inferno a habita e é habitado por ele, o Filho da Perdição.
Que fique claro que o erro deste grigori não foi possuir a pedra, mas ser ladrão de algo que é livre a todo aquele que pedir ao Pneuma. O erro é a escravidão do espírito, pelo ego, que não se é refreado pelo Verbo. Neste momento, o horror primevo, entrou no corrompido anjo guardião dos aposentos reais.
Uma terrível tristeza abateu sobre o Verbo. Podia-se ver claramente no semblante do Cordeiro que algo muito sério o afligia. Porém, Ele sabia que era anseio do Eterno e conhecia muito bem os desígnios do coração de Deus. O Eterno, também estava aflito e pesaroso, pois isso não era de sua vontade ativa, mas permissiva.
Tudo foi preparado para o momento. E o Cristo entrou no santuário onde até os anjos temem ir. Ele vestia a indumentária sacerdotal completa. A Estola Sacerdotal ou Éfode uma peça parecida com um avental, confeccionada nas cores azul, púrpura, carmesim e o branco de linho fino retorcido. Sobre o Éfode um peitoral com as doze pedras, que representam os fundamentos que sustentam toda criação. Na cintura partindo do umbigo uma espécie de cordão de prata ligava as vestes ao cubo, o cubo de Metatron, uma máquina que permitia a entrada no santíssimo lugar, e assim, entrar em contado direto com o Arché. Arché é a substância primordial, constituinte de toda matéria do universo. Na verdade, Arché é um número que quando em execução conjunta com o cubo de Metatron possibilita a entrada no console fundamental que fornece uma interface para a criação da realidade. Uma vez conectado a máquina a realidade percebida pelo sumo sacerdote é mudada e este pode entrar no módulo de construção, uma espécie de programa de computador que funciona como um ambiente integrado que facilita a criação de realidades extraídas da lógica do número (ou programa) que inspira a vida.
Permita-me amigo explicar-lhe melhor o que é o Arché, também conhecido como unidade divina. Ele não é apenas um número qualquer, mas o padrão da perfeição, uma seqüência harmoniosa que encerra dentro de si todas as criações possíveis. Embora bastante próximo de Deus o Arché não é Deus. Podemos dizer que Deus é pleno quando o Verbo, a Lógica e a Materialidade trabalham em prol do sentido existencial, o tempero da vida, o Amor. O ator do Verbo é o Cordeiro, o ator da Lógica é o Arché e a Matéria é fruto da máquina de Metatron. Embora não percebamos todas as vezes, os três são e estão em Um e são vistos em plenitude no homem, mais corretamente no Filho do Homem e neste, sempre trabalham em Amor, afinal Deus é Amor!
Após todos os preparativos realizados então o Verbo adentra o santíssimo lugar. Imediatamente sua fisionomia se transforma. O módulo arquiteto estava carregado e o link foi estabelecido. Todo poder criativo de Deus estava ao dispor do Verbo, assim como, uma via de largura de fluxo inesgotável fornecia a comunicação direta entre Pai e Filho. Amigo, você deve estar perguntando por que essa conexão se fez necessária, visto que Pai e Filho são um, posso citar vários motivos, mas dois se destacam.
O primeiro é que nem sempre o Filho quer e precisa de todo poder criativo divino, há momentos que isso não se faz necessário nem desejável, lembre-se que o Filho nunca usou poder desnecessariamente. Ele nunca precisou de pirotecnia para mostrar sua identidade, poder e glória.
O segundo é que Ele, sempre quis se comportar como humano, deixe me explicar com um exemplo. Um alpinista poderia escalar uma montanha com um equipamento que facilitasse ao extremo a conquista do cume da montanha, podendo se quisesse subir até lá de helicóptero. No entanto que graça teria isso? E lembre-se a chave da vida está na graça. A graça é o Amor, divinamente humano e pessoal, em Movimento. Sem movimento, não há graça. Sem isso a vida se torna o “Trabalho de Sísifo”. Vazia, oca, sem sentido e niilista. O Verbo vivo deseja que a criação se pareça com a história arquetípica dando forma, beleza e sabor em abundância. A limitação torna as coisas mais interessantes. Embora haja sacrifícios e sofrimento, ao final, quando o montanhista tem a magnífica visão do fruto de seu esforço ele diz, valeu a pena!
Há uma terceira razão, também importante, mas em momento propício, querido neófito, lhe revelarei. Por agora basta dizer que nem todos têm fé a ponto de mover montanhas e nem só o Verbo pode usar a máquina de Metatron, mas só ele pode ir ao Aleph Santíssimo e compreender o mistério e causa da Vida.
Depois de tudo preparado, Adonai inicia seu trabalho. Como de igual maneira, em todas as criações, a primeira criação é a luz, então em um grito catártico, Fiat Lux, e a luz foi feita. A partir deste ponto não preciso entrar em detalhes, pois você conhece o desenrolar dessa história. Quero apenas focar em um ocorrido, e farei isso nos parágrafos seguintes.
***
O grigori ladrão da pedra, não era o mais forte dos anjos, porém o mais astuto e hábil na arte do falar e convencer. Ele sabia que seus dias celestes estavam por se findar e pouco tempo teria antes que fosse derribado. Além disso, as trevas em seu interior cresciam rapidamente, sempre a clamar por sangue, morte e destruição. Ele precisava agir e ligeiro. Ele carecia de seguidores, mais isso seria impossível se não houvesse separação entre Deus e os Vigilantes Universais. Ele precisava se tornar o poder, o dínamo que separa. E se possível ele separaria até Pai e Filho. Ele semearia a semente da discórdia entre os anjos superiores. A fé na bondade divina deveria ser abalada.
Uma voz gutural sussurrou em sua mente – “A chave para as trevas é a morte e com a mentira triunfarás”. Ele ainda não havia percebido, mas o dragão, em seu âmago crescia devorando seu espírito dia-a-dia. E na biblioteca celeste seu interesse pelo conhecimento proibido das eternidades precedentes crescia, em especial sobre a figura dracônica. Ele não teve maiores problemas em obter tal conhecimento, pois era o responsável pela manutenção do acervo da biblioteca real. Justamente o anjo que devia manter os livros em secreto traía o designo divino. Isso foi apenas o começo.
Um prazer perverso enchia-lhe o coração. Ele se via maior que o Criador, o que lhe enchia o espírito de orgulho e prepotência. Então enfim a semente do dragão germinou em sua mente. Ele percebeu que o seu sim, não precisava ser sim e o não, não precisava ser não. E o engano o fez sentir livre como nunca antes. O primeiro fruto da semente do dragão foi à mentira. A mentira que falsamente liberta.
Munido de conhecimento oculto e proibido se aproximou de Samyaza, o querubim do trono. O único anjo que conhecia o nome completo de Deus, o Logos, palavra passe que concedia acesso ao cubo de Metatron para alteração da realidade. Era poderoso em guerra e belo em formosura, sendo considerado o sinete da perfeição. Fazia sua morada junto às pedras afogueadas. Seu poder militar e anjos seguidores rivalizava com os de Miguel. Samyaza, não deixava transparecer, mas em seu interior deixou crescer certa inveja por Miguel, pois julgava desnecessário dois generais celestes.
Gadreel possuído pelo dragão havia percebido a insatisfação do querubim do trono. Sucessivamente alimentava o sentimento ínvido de Samyaza. Tornaram-se amigos. Gadreel em momento propício convidou-o para a biblioteca celeste e lá comungaram de conhecimento proibido. O dragão em Gadreel era ávido em devorar o espírito e sabia que não poderia abastecer-se ainda mais de sua morada, pois acabaria por destruir seu aliado por completo perdendo-o na morte e na loucura. Incentivou-o com sussurros semi-conscientes a fazer o Pacto de Execrações, descritos nos livros do primevo Aion, relatado no terceiro capítulo, “A criação do Dragão”.
Tão logo as juras do ritual se concretizaram o dragão entrou em Samyaza, lhe despertando dúvidas sobre a bondade divina. Ele sabia que o que fizera era errado, mas sentia um gozo maligno ao ver o mundo com os olhos do dragão. Enganado acreditava que o mal também poderia ser um bom trilhar e que as trevas eram belas. Não conseguiu compreender que o mal só atrai-o para a morte, e ao final consumiria seu espírito. Cabe neste momento dizer-lhe amigo que Deus deseja que sejamos um com Ele, mas Ele respeita nossa essência. Já o dragão devora-nos de forma que não somos um, mas acaba por amalgamar de forma indelével sua essência em nosso imo suplantando-a pela a dele. Sobrando somente ele. Sua fome é insaciável. E seu apetite irrefreável. E suas vítimas acabam por sucumbir, sem perceber a mordida do vampiro das almas.
Então por que Deus criou o dragão? Veja que o dragão é mal, pois assim foi criado, ele foi homicida, promotor da morte desde o princípio, e com justiça será tratado no final.
Nós eleitos, desde a fundação do mundo, somos vitoriosos de eternidade em eternidade. Somos mais que vencedores. Porém o dragão e sua semente serão derrotados de criação em criação. Como o vilão que em sua desgraça merecida abrilhanta a vitória do herói. A derrota do dragão é motivo de festa daqueles que viveram pelo Verbo. Isso está em nossos corações, implantado em nosso inconsciente. É a história arquetípica escrita na primeva incepção. Na criação anterior o dragão foi vencido pela força... Nesta, porém, o nosso inimigo está em nós e não será vencido pela força ou poder, mas pelo Espírito de Deus. Se a luta será terrível, a vitória será imensa. A vitória, no entanto, revelará sim de modo esplendoroso que o santuário santíssimo tem lugar em nosso mais íntimo, em nosso EU SOU. Seremos e já somos coparticipantes da natureza de Deus. O Misterium Tremendum, o galardão final, daqueles que são fiéis ao Verbo, será revelado e conheceremos como também somos conhecidos. E Deus fará tudo novo de novo!
Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. No entanto, a presença do mal permite o agir do bem. O Cristo teve a oportunidade de demonstrar seu amor, que em graça se transformou vertendo seu precioso sangue. E derrotada foi à morte e seu aguilhão e veneno será por fim destruído. Em alegria seremos transformados e o que hoje são sombras e névoas no porvir serão cores vivas como as luzes da aurora no esplendor do amanhecer.
O Eterno trabalha com ciclos. Como disse o sábio “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”. Observe as estações do ano, os meses, as semanas e até mesmo os dias. Eles se repetem, mas sempre de forma diferente. A novidade não está exatamente naquilo que se vê, mas em como se vê.
Há tempo de destruição, de renovo, de trabalho, de descanso e neste fluir as eternidades passam. Ainda que em momentos de dor, mais perto chegamos do criador. Feliz aquele que achar mérito no autor das almas e para quem Ele disser, “Servo bom e fiel entra no teu descanso”. Nem todos adentrarão no descanso, pois com juras Ele disse “Não entrarão no meu descanso, embora fossem completadas as obras desde a fundação do mundo. ” Pois em certo lugar disse assim acerca do dia sétimo: “E descansou Deus no dia sétimo de todas as suas obras”. Pois aquele que entrou no descanso Dele, esse também descansou das suas obras, assim como Deus das suas. Lute por sua salvação, amigo, para que te aches no Espírito Eterno no dia em que Ele vir nas nuvens revelar as obras de suas mãos. O tempo é breve e já estamos no início do sétimo dia. Um dia para Ele são mil anos. Nosso tempo não é o Dele! E o homem é senhor do sétimo dia e reinará no milênio com o Cordeiro. Reino de justiça e paz.
Samyaza então revela a Gadreel o segredo do nome divino. Gadreel agora poderia entrar na nova criação divina e semear o germe do dragão. Entretanto havia um obstáculo. Como chegar ao santíssimo lugar, diante da presença divina, sem ser fulminado pela glória da visão sublime. Eles precisavam de algum artifício que pudesse ofender o Espírito de tal forma que este momentaneamente se ausentasse do sumo santuário. Precisavam conversar diretamente com o dragão e para isso usaram a pedra carmesim roubada. Assim, profanou a pedra de sangue para trazer do abismo ancestral o dragão. Munidos de poder profano conseguiram realizar a maior de todas as desonras, “O abominável da desolação” no lugar onde jamais deveria ser feito. Eu poderia relatar como e de que maneira isso foi realizado, mas o simples fato de mencionar tal hediondez é um sério pecado, por isso amigo, não entrarei em detalhes.
O dragão usou Gadreel para ocupar a serpente e então seduzir a Eva a comer do fruto do conhecimento. O dragão pôde então inserir no gênero humano sua corrupta semente. É por isto que alguns homens são verdadeiros demônios, sem qualquer tipo de compaixão ou remorso por seus atos. São filhos do diabo, promotores da morte e do engano, homicidas frios e insensíveis. Nos últimos dias, quando a ceifa estiver às portas, a distinção entre luz e trevas entre joio e trigo será fácil e assim os anjos terão pouca dificuldade em separar os bodes das ovelhas.
Nessa época, os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes aos seus pais, ingratos, ímpios, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Serão o reflexo do dragão trilhando o caminho da escuridão em profundas trevas. Do céu será revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Como disse o Revelador “veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.” Mas antes da primeira luz do dia raiar no horizonte, a noite tem que ficar mais escura!
Deus sabia qual caminho o homem iria trilhar, mas Deus nunca pune um pecado que você ainda não cometeu. Deus realmente queria que o homem fosse como Ele, não negando-lhe nem mesmo seus atributos criativos, a maior vontade de um pai e que o filho trilhe seu caminho. Mas Deus sabia que isso tinha um preço, um alto preço, pois Deus não seria tão irresponsável de dar a uma criança tamanho poder de uma vez, por que o poder corrompe e o poder absoluto corrompe totalmente! Foi então que Ele, Deus, revelou seu plano ETERNO de SALVAÇÃO, o CAMINHO, pelo qual os escolhidos chegariam a DEUS, de forma a não se corromper! Deus plantou no jardim do Éden duas arvores, a do "Conhecimento do Bem e do Mal" e a arvore "da Vida". Nas regiões celestiais, o Satã, a inimizade, a sombra, também entraria nesse plano. Gadreel entrou na serpente e fez o homem escolher um caminho que não era a vontade do VERBO. Ele roubou a identidade do homem e autoridade sobre o mundo criando inimizade entre Deus e homem e entre homens e homens! E ainda fez parecer, que ele foi o bem feitor da humanidade, revelando um segredo oculto, o qual, segundo o diabo, Deus não queria que o homem soubesse! Mas tudo isso já havia ocorrido, em Deus, nas eras ocultas da ETERNIDADE.
Então DEUS faz a promessa, a primeira profecia, sendo o profeta o próprio Deus, "Um dia, um descendente de Eva, esmagaria a cabeça da Serpente" e ela, a serpente, feriria este homem no calcanhar! O problema é que agora, o ser do homem, estava corrompido e não refletia o EU SOU, o espírito de Deus, que diferencia os homens dos animais, havia adormecido, e a sombra (que na Bíblia é conhecido como carne – A semente do dragão) tomou seu lugar. A alma do homem se inclinou e inclina para o mal, porque a essência do dragão se ligou a ela, como já havia dito. Então, Deus no tempo certo, envia seu TABERNÁCULO, de carne, o VERBO abre o CAMINHO, do alto a baixo, rasgando o véu, o escrito de dívida, que separava DEUS do homem, se misturando com o homem de forma tal que não poderia ser separado. Uma guerra foi é e será vencida... Neste CAMINHO agora o homem tem em seu corpo duas essências conflitantes e que militam entre si, o ESPÍRITO e a CARNE. Por isso que Jesus, O VERBO TABERNACULADO, desce as profundezas trevosas do inferno e toma a chave da MORTE do diabo.
Tornando Ele, o cabeça dos principados e potestades (leia Colossenses 2 - atente para o versículo 10). Agora pelo sangue do cordeiro, o diabo (Gadreel), o dragão e satã (Samyaza) podem ser vencidos, porque Jesus é também senhor do INFERNO, como desde a eternidade foi, mas que a agora em plenitude se consumou! Por fim, Jesus ressuscita e então tem se inicio o tempo da graça. Neste tempo, todos que se alimentarem da Árvore da Vida, a Videira Verdadeira (leia João 15) e exercerem a autoridade de Cristo, sobre o mal, conservando seu Espírito Santo, serão arrebatados ou morrerão em Cristo, não experimentando jamais o dolo da segunda morte. E com o cordeiro reinarão pelos séculos dos séculos.
CAPÍTULO 2 - KAIRÓS
Quero contar aqui algo que ocorreu em um tempo fora do tempo. Quero falar da primeva incepção. É uma tarefa hercúlea, mas tentarei ... É certo que o Espírito Eterno, sempre ajudando e inspirando, está aqui... Que seria eu sem o Pneuma, meu amigo? Que preenche e transborda o coração daqueles que vivem pelo Cordeiro. Espero que Ele, enquanto você lê esses escritos, que encha até transbordar as palavras e a linguagem seja muito mais viva que apenas letras mortas num papel.
Antes do tempo existir existia o Verbo, como disse João, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.”
Todavia amigo pode ter passado em sua mente... O que havia antes do princípio, não é mesmo? Bom, tenho duas respostas para você, a mais simples é: Só Deus sabe... É... Não te satisfez... Nem a mim... Queremos saber, né? Aqui vem a segunda resposta. Nem tudo é possível saber, pois não há uma resposta que cabe na lógica atual desta criação.
Deixa te explicar melhor, se algo é o princípio de tudo, não pode haver antes... Estamos acostumados a viver em Chronos, o tempo depois do tempo, mas aqui, como disse outrora, estamos em Kairós, um não-lugar fora do tempo e do espaço. Isso por que o tempo como conhecemos também é uma Criação do Eterno.
Há perguntas que nunca saberemos a resposta. E há perguntas que não tem resposta. E estas só Deus sabe, por que Ele sabe de tudo. Em alguns casos Ele revela seus mistérios, como aconteceu com Enoch, o sétimo depois de Adão, mas isso lhe custou um alto preço. Não por que Deus é como o poderoso chefão, a Cosa Nostra, que lhe mata por que você sabe demais. Isso acontece por que há mistérios que se revelados podem modificar de tal forma a psique e o corpo que simplesmente a existência é desfeita.
Como está escrito em Gênesis que Enoch andou tanto com Deus que já não o era mais, e Deus o tomou. Esse tomar de acordo com o Codex Aleppo é אתו. Esta palavra tem sido alvo de estudos judaicos conhecidos como midrashim. Midrashim, nada mais é que estudos rabínicos mais aprofundados, tentando preservar a exegese original, que as vezes pode ter se perdido com o tempo. E podemos dizer que extraindo sua definição do Codex Aleppo ou ainda dos “Manuscritos do Mar Morto” possui uma acepção que mistura os sentidos das palavras fundir, desfazer, coexistir e coparticipar em uma única palavra.
E há Verdades em Deus e Ocultos que são tão perigosos, ou melhor, temerosos, que se revelados fora do momento escolhido enrolariam o universo como um pergaminho na mão de um escritor. E nisso não há menor graça... Nem para Deus... Nem para nós... É como saber o final do filme, antes de assisti-lo. Embora aqui não saiba nem revele estes mistérios, cuidado... Você não será mais o mesmo após ler esse livro... Eu te garanto... Quando o recebi percebi isso! É... o autor escreve, mas também o recebe, nem que seja pelo ar (Pneuma)! Não é mesmo Teófilo... Não é, meu amigo?
Voltaremos a falar depois sobre Enoch, personagem muito importante, que o livro de Judas (não o Iscariotes) cita, inclusive com alusões ao terceiro Livro de Enoch, que segundo muitos pais da Igreja, como Orígenes, deveriam estar no Cannon Bíblico, mas não estão por que os Judeus Ortodoxos, pais da Torah, o baniram pois continha profecias que os deixavam incomodados com sua exatidão sobre a vida do único e verdadeiro Cristo, Yeshua, o unigênito Filho de Deus.
O judaísmo rejeita a crença de que Jesus seja o Messias aguardado, argumentando que não corresponde às profecias messiânicas do Tanach, justamente por que mutilaram a Torah retirando o referido livro.
Quero deixar claro que não sou anti-semita muito pelo contrário. Oro pelo povo judeu, pelas suas aflições, mas sei que muito do que acontece no mundo (coisas boas e ruins) tem algum dedinho judaico. Em algum lugar está escrito que este povo será como pedra no sapato das nações. E em outro sítio diz que todas as famílias serão abençoadas pelos filhos de Abraão. Mas é certo que de fato comandam toda mídia ou pelo menos boa parte da mundial, mas com certeza da ocidental. Principalmente Hollywood. Preste atenção e verás que falo a verdade!
Quero também dizer que nada escapa a vontade de Deus. E este o permitiu, pois vivemos no tempo da graça, mas quando chegar o tempo dos Judeus estes acordarão para a besteira que fizeram, quão vergonhoso será reconhecer que eles, enganados e iludidos, favoreceram o “Abominável da Desolação”, por sua grande teimosia em não aceitar o Verbo Tabernaculado, Jesus de Nazaré. Sempre há um propósito oculto nas ações do Eterno. Principalmente na progressão do desvelo da verdade sobre o que e como se dará o desfecho de tudo. E o livro de Enoch terá importância ímpar neste processo.
Continuando... Posso dizer, ainda que grosseiramente, que Kairós é um lugar na mente de Deus, mais ou menos, como a imaginação humana, porém com realismo e detalhe maior que nosso mundo. Kairos é Deus descobrindo Deus e brincando de esconde-esconde com seu Filho e envolvendo e sendo envolvido pelo Espírito Santo. É como uma família, em seus momentos mais íntimos.
Bom... Para facilitar diremos que a primeira criação de Deus foi Deus. É como acontece no sistema de Boot de um PC. Deus cria Deus, ou melhor gera Deus. Deus na pessoa do Pai, cria o Filho, o Verbo. A BIOS de seu PC, ainda é seu computador, porém ela é o que dá o arranque em todo sistema computacional.
Por um prisma a vida pode ser vista como relacionamento. E não há relacionamento na Unidade Absoluta. Isso por que, relacionamento se expressa por pelo menos duas entidades. Deus só se relaciona com Deus em sua trindade. Entretanto, em Kairós, inicialmente só existia Deus UNO.
No princípio, havia o SER, o Verbo... Simples, compacto, total, denso e pontual. O “SER” neste ponto está impessoal e no infinitivo. Como o espectro da luz branca que carrega em unidade todas as cores. Não há o Eu, ou qualquer outro pronome, muito menos tempo verbal e ação. Apenas a existência. Embora não lhe faltasse cor alguma, faz parte da beleza de Deus compartilhar o que Ele tem...
É aqui que usar a linguagem, com suas limitações, torna tudo mais complicado. Se necessário releia esta parte. Vamos a ela...
Não havia nada, muito pelo contrário, do nada, nada se tira. O nada nunca se aplica ao ser, por isto não é! O nada como figura de linguagem pode ai sim ser alguma coisa, mas isso agora não vem ao caso. Nunca chegarei a um somando apenas zeros. Para o zero, o um é infinitamente grande, pois nem mesmo com infinitos zeros, chegamos a um. Mas com uns e zeros eu percorro o infinito. O sistema de numeração mais básico é composto de apenas dois números ou estados. Zero e Um. Ligado e Desligado. Vivo e Morto. Com estes dois dígitos posso expressar infinitos números... Ou estados... Mas o zero, ainda que seja o menor número expressando quantidade não é nada. Afinal o “é” pode lhe ser aplicado, pois este É um número.
Então o SER se esvaziou até morrer. A primeira morte é o vazio... Embora essa morte não seja a morte verdadeira... Algo como mergulhar num rio e voltar a superfície... Um batismo! Como um pai brinca com o filho com uma coberta fingindo e terminando com um put e se revelando.
As vezes esvaziar é triste e angustiante. As vezes trás alívio e gozo... Uma Catarse. Como os franceses chamam “La petit mort”. A pequena morte. Até Deus, apesar da dor de se esvaziar, sabia que o melhor é serem dois do que um! Morreu pois sabia que vale a pena morrer para que outros possam viver... Afinal... E a morte de Deus gerou o Filho. E assim dois estados ou entidades e um relacionamento em Espírito Santo.
Inicialmente esse relacionamento se processa como uma adição, uma soma, se preferir use a palavra do Codex Aleppo ???? para definir este relacionamento.
E o Filho falou... EU SOU! E um sorriso no rosto de Deus apareceu em alegria com as primeiras palavras do Filho... Ou seriam Suas? O que importa é que ele o Amou! Sim o primeiro sentimento de um relacionamento. O Espírito que une o Ser em Santidade! Agora Deus estava completo... Pai, Filho e Espírito Santo em Deus... Em Amor!
É amigo, na trindade as vezes não separamos quem é quem. Deus sabe bem expressar a palavrinha difícil, que significa fundir, desfazer, coexistir e co-participar, aquela do Codex, que da uma confusão doida na mente... Só posso dizer que a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana... Não é mesmo?
Quem nunca saboreou a cereja em cima do bolo fazendo um filho, não sabe o que é viver! A escritura afirma que o maior prazer aqui da terra é o menor dos que existem no céu! E deve ser mesmo, pois aqui cercados de pecados e de morte a expressão do amor, ainda que apenas erótico, é deveras agradável... Imagina como devem ser os relacionamentos no céu onde há pureza cristalina. Afinal o que temos aqui são apenas sombras, opacas como um espelho embaçado comparadas com o que há de vir!
Acho que estou ficando louco... Concorda?
Então continuando com essa sábia loucura... Deus, na Pessoa do Pai e Deus na Pessoa do Filho continuam um se entregando ao outro, enchendo e esvaziando, como um pulmão, renovando e purificando seu relacionamento, o Espírito de Sua Santidade que traz graça e sabor a vida, o Pneuma. Esse Amor, esse Espírito é o alimento da alma, da mente, de Deus, em Kairos, e também do nosso mais indissociável imo, o nosso EU SOU, o Arché citado no primeiro capítulo deste livro.
Quero deixar claro uma coisa. Deus é amor, mas o Amor, não é Deus. O amor, é o alimento, a fonte, o maná celestial que dá substância a matéria, mesmo que esse não a seja a matéria em si. Como disse Paulo em sua carta a Hebreus, “... entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus; de modo que o visível foi feito do invisível.” Em outras palavras, o que é físico, em sua essência, é feito daquilo que não está em Physis.
Seu fosse um cientista, e na verdade o sou, diria que a matéria não possui materialidade em si, mas o espaço, o oceano de Higgs é que lhe dá materialidade, como sua massa e densidade. O átomo é um imenso espaço vazio, com pequeníssimas partículas, uma laranja no centro de um gigantesco campo de futebol. O universo, no frigir dos ovos, é mais de 99,9999% de espaço vazio. Afinal, no principio, o grão de mostarda, átomo primordial, cabia na cabeça de um alfinete, mas pesava mais que bilhões de sois.
Falando em BIOS, que anteriormente referida como o Sistema Básico de Entrada e Saída, quero também falar de Bios, como vida biológica. Qual a principal coisa que deve existir para que haja vida? Para responder isso vamos definir vida.
Vida, conforme aprendemos na escola, de um modo geral, precisa exibir todos os seguintes fenômenos pelo menos uma vez durante a sua existência: Desenvolvimento: passagem por várias etapas distintas e seqüenciais, que vão da concepção à morte. Crescimento: absorção e reorganização cumulativa de matéria oriunda do meio; com excreção dos excessos e dos produtos "indesejados". Movimento: em meio interno (dinâmica celular), acompanhada ou não de locomoção no ambiente. Reprodução: capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria. Resposta a estímulos: capacidade de "sentir" e avaliar as propriedades do ambiente e de agir seletivamente em resposta às possíveis mudanças em tais condições. Evolução: capacidade das sucessivas gerações transformarem-se gradualmente e de adaptarem-se ao meio.
***
Fim da mostra de meu primeiro livro... Podes reproduzir estes capítulos onde quiseres, mas lembre-se de citar o autor - Rodrigo Lima – http://seguidoresdocaminhoeterno.blogspot.com.b)
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Curioso para saber o final... Você já sabe... Mas ainda não lembra!!! Aguarde... Em breve numa livraria perto de você e na internet para baixar gratuitamente em MOBI, PDF e Epub... Espere, vai valer a pena... Enquanto isso, espalhe a mensagem!
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2016.06.12 21:24 shirleioliveira A IMPORTÂNCIA DAS FÁBULAS NA LITERATURA INFANTO - JUVENIL

Acadêmicos: Cristiane Cardoso da Silva Mat: 327818, Damarys Oliveira da Silva de Paiva Mat: 714725 Karita Marreiros Mat: 917241 Rita de Cassia Mat: 863453 Shirlei de Sousa Oliveira Mat: 785936 Professor-Tutor Externo: Clebson Peixoto Centro Universitário Leonardo da Vinci - UNIASSELVI Curso (LED 0259) – Prática do Módulo V 21/05/16
RESUMO: A intenção desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e que possui uma comunicação importante que atua como tecelã da linguagem e a transmissão do conhecimento das expressões humanas. O objetivo deste trabalho é abordar quanto ao gênero, fábulas e a importância da literatura na formação do ensino fundamental e no EJA (Educação de Jovens e Adultos) da Escola Elcione Barbalho, localizada no bairro Liberdade da cidade de Marabá-PA, na literatura infanto - juvenil buscamos através de referência documentos, revistas, jornais, livros, pesquisa de campo e internet. Este estudo aborda o papel da escola na formação do individuo, buscando incentivar a escrita e a leitura para assim facilitar o seu desenvolvimento social e emocional, onde iremos utilizar a didática pedagógica da literatura infantil, baseado nas ideias dos seguintes autores: Cândido Antônio, Azevedo, Bruno Betteilheim.
Palavras Chaves: Fábula. Ensino. Educação. Literatura Infanto-Juvenil.
1 INTRODUÇÃO: Neste trabalho apresentamos a didática para a utilização da importância das fábulas na literatura infanto - juvenil, onde levaremos em consideração a importância dos contos de fábulas para a construção do seu imaginário. Este estudo se baseará em autores como Bruno Betteilheim, Cândido Antônio e Azevedo, que tratam de contos de fábulas, cada autor tem uma área específica.
 O objetivo desse trabalho é mostrar que a literatura é uma manifestação artística e também observar a influência dos contos de fábulas no imaginário infanto - juvenil da escola Elcione Barbalho na cidade de Marabá-PA. Acreditamos que os contos de fábulas ajudarão os jovens no ensaio de vários papéis sociais, proporcionando a construção de uma personalidade sadia e também promover a socialização. A troca de experiência é uma maior inserção no grupo social assim promovendo o desenvolvimento da imaginação, da criação, da percepção de mundo a partir das possíveis interpretações dos contos de fábulas. A importância do nosso paper que seja ,um arquivo para pesquisas futuras. Este trabalho utilizou-se em duas etapas de pesquisas sendo que uma etapa foi de observação da prática pedagógica das professoras e uma segunda etapa onde ela trabalha a oralidade e a produção textual , ortografia e linguística. Dentro das problemáticas encontradas buscamos analisar, investigar a importância das fábulas como gênero literário dentro de sala de aula e também levantamos questionamentos em relação a problemas na prática da docência em relação ao gênero literário. Como as professoras utilizam as fábulas em sala de aula na aprendizagem e aumento da cognição do aluno? Como a instituição escola trabalha a literatura para fazer leitores nos estudos observados. 
2 Entendemos por literatura: Uma comunicação de caráter humano, que utiliza de vários recursos seja humano, físico, material, intelectual, social, estético, formador, educador, lúdico entre outros recursos , transferindo aprendizagem, saber, conhecimento, instrução e valores próprios da alma humana através do diálogo significativo ficcional / real desta forma de expressão e produção intelectual humana objetivando a interiorização, a identificação, a inserção e a transformação do indivíduo em seu meio ou sociedade. Podemos definir a literatura como: produção intelectual, expressão artística humana. Azevedo (2007, p.215) afirma que:
“A importância da literatura é indiscutível pois é através dela que nos relacionamos com os valores humanos mais nobres e os mais baixos como o amor e ódio, a bondade e a maldade, a inveja e a solidariedade, a angústia e a alegria , o ciúme e a caridade a soberba e a humildade entre outros”. Cabe a Literatura a finalidade de transformar por meio da escola a expressão artística com o decoro a instrução dos jovens. Neste paper a literatura é considerada em sua funcionalidade formadora e educadora para criar leitores. Antônio Cândido nomeia três funções para a literatura: Função Psicológica : Capacidade individual de fantasiar pela ficção, Função Formadora: Formação e educação do ser humano movida por ideais, Função Humanizadora: Humaniza em sentido profundo porque faz viver. O atuar do diálogo com o texto quer seja por meio do professor para com o aluno, ou por meio de indivíduo para um grupo de pessoas nos ajuda a compreender a literatura. Através de uma aprendizagem sócio interacionista e sócio construtivista (Piaget e Vygotsky). Observamos então a importância de fazer leitores assíduos pelos textos literários, que auxiliam na cognição do indivíduo com criatividade e compreensão do mundo que o rodeia . A fábula o qual trabalhamos no paper e procuramos investigar através de pesquisa documental em arquivos de órgãos públicos e instituições privadas assim também informativos, revistas, anais, relatórios de pesquisa, periódicos , cujo autores que baseiam e norteiam a nossa pesquisa de caráter, qualitativo e quantitativo são Antônio Cândido, Bruno Bettelheim e Azevedo, trabalhamos também com a pesquisa de campo entrevistando alunos e duas professoras de língua portuguesa de uma escola de ensino fundamental localizada no bairro da liberdade no município de Marabá, uma escola que faz parte de um projeto social do governo federal para alunos do EJA ( alunos com idade variante de 15 a 25 anos ) cuja pesquisa foi feita com questionários com perguntas previamente elaboradas. Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.30) a fábula é uma narração breve cujas personagens via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral. Alguns escritores de fábulas são : Esopo, temos também os brasileiros Monteiro Lobato e Leonardo Boff obra em destaque (a águia e a galinha ) cuja fábula será abordada neste paper. No primeiro passo da pesquisa, será mostrado aos alunos através de recursos audiovisuais e no segundo passo os alunos serão observados para análise de interpretação de texto, ortografia , linguística e oralidade. Os objetivos deste paper abordam a questão da importância do trabalhar as fábulas em sala de aula descrevendo e realizando o diagnóstico necessário no cotidiano escolar. Sendo que esta pesquisa está dividida em três capítulos distintos: No primeiro capitulo Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma, no segundo capitulo a análise foi feita para Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula o terceiro capítulo procura Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando. Para a realização deste trabalho a fábula foi escolhida por ser um gênero literário de narrativa curta e de fácil entendimento para o aluno auxiliando-o na aprendizagem de uma forma diferenciada , prazerosa e atrativa. A fábula estudada foi encontrada na internet assim como o vídeo . As professoras trabalham em sala de aula com um livro chamado o Guia de Estudo Integrado Unidade Formativa I , que possui todas as disciplinas fundamentais como Português, Matemática , Geografia ,Ciências, Inglês e História. Todos os alunos possuem livros que foram dados pelo Governo Federal. Este paper busca compreender, analisar e investigar a importância da fábula como gênero literário dentro da sala de aula, e levantar questionamentos em relação a problemas como é a prática da docente em relação gêneros literários? A fábula utilizada está de acordo com o nível de desenvolvimento do aluno ? Neste estudo foi observado a prática pedagógica das duas professoras de língua portuguesa, de que forma as atividades literárias estão sendo desenvolvidas em sala de aula e se estas professoras estão formando leitores que apenas leem ou leitores que leem e tem uma visão critica acerca da leitura e quais as dificuldades encontradas por estas professoras ao usar a fábula em sala de aula e de que forma elas podem intervir para resolver os problemas. O ambiente de sala de aula foi preparado para receber os alunos como se fosse um clima de cinema, na sala estava instalado o data show com o vídeo da fábula a na biblioteca da escola, os alunos estavam sentados confortavelmente em suas carteiras, sendo que aos alunos foi permitido que levassem pipoca,com a luz apagada eles assistiram ao vídeo logo após foi feito pelas professoras uma explanação oral sobre a fábula e a culminância desta atividade se deu de forma de uma produção textual ( síntese ) escrita sobre a compreensão daquela fábula. A professora da turma acredita que as fábulas motivam os alunos a estudar, auxiliando na oralidade e a produzir textos. Ao passo que a expectativa das duas professoras de língua portuguesa em relação a aprendizagem do aluno eram : Falar sobre o significado da representação do papel de cada animal apresentado e qual a funcionalidade moral da fábula e compreender a literatura, objeto de aprendizagem, que assimila a vida real através da ficção os resultados obtidos a partir deste estudo foram satisfatórios pois pudemos sanar algumas dúvidas e questões em relação ao tema fábulas. 3 Observação didática sobre a fábula pela professora regente da turma. As educadoras se preocuparam com aspectos a temas motivacionais com as fábulas , que transmitem esperança , perseverança já que os alunos do EJA são pessoas que trabalham o dia todo e a noite ainda vão estudar, sendo que a maioria dos estudantes são mulheres , tem um caso de uma aluna que vai estudar e o marido que não é estudante da escola, fica esperando na cantina as quatro horas de aula a mulher terminar os estudos. Tem casos também de mulheres que engravidaram e tiveram que deixar de estudar, mas como o programa oferece creche para as alunas, tiveram oportunidade de estudar ou são pessoas que abandonaram os estudos por vários motivos: dificuldades econômicas, sociais, geográficas, culturais etc.. A professora também preocupou se os alunos já tinham conhecimento prévio da fábula, todos responderam que não. Outra preocupação em trabalhar fábulas para EJA de ensino fundamental é não praticar infantilização dos textos pois são pedagogias diferentes. A simbologia da fábula a águia e da galinha é interessante e vai de acordo com o interesse que cativam o aluno, a fábula trabalha o paradoxo e a ambivalência entre os dois animais pois a águia tem o significado de que ela é uma vencedora e ela pode voar e conquistar novos horizonte , enquanto a galinha é um animal da terra que fica ciscando o chão, que está preso a terra e não pode voar. Inicialmente a produção das fábulas no novo mundo foi disseminada por Esopo foi somente com Jean de La Fontaine que elas tiveram uma característica educacional e artística, as fábulas com o decorrer da história foram de adaptando aos novos tempos sendo que com Jean de La Fontaine as fábulas apresentaram característica oral e foram trabalhadas as simbologias, exemplificando a águia tem uma simbologia de vencedora enquanto a galinha tem uma simbologia de conformidade. Como as fábulas possuem caráter antropomórficos em que os animais possuem a capacidade de projetar-se como seres humanos com sentimentos e valores morais humanos, foi feita esta comparação simbolicamente para que os alunos se identificassem com a história e quiçá transformassem o meio em que vivem . Podemos perceber que as professoras tinham uma boa formação pedagógica a fábula não ficou infantilizada e auxiliou no desenvolvimento e aprendizagem dos alunos. Fábula utilizada em sala de aula : A águia e a galinha Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: – Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia – De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. – Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas. – Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia. Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: – Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe! A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas. O camponês comentou: – Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha! – Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: – Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe! Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas. O camponês sorriu e voltou à graça: – Eu lhe havia dito, ela virou galinha! – Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais para o alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…” (Fonte http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm)
4 Verificando se a professora reconhece a importância de trabalhar as fábulas em sala de aula : No momento da entrevista duas professoras respondiam ao questionário e com suas respostas conseguimos chegar ao objetivo geral do paper aonde trabalhamos a importância de se trabalhar fábulas em sala de aula. Nesta fase a professora número 1 respondeu que a importância é que a fábula motivava os alunos, enquanto a professora 2 respondeu que a fábula desperta a construção do caráter da cidadania dos alunos. Analisando as perguntas e as respostas desta pesquisa podemos perceber quando a professora 1 responde que trabalhar fábulas em sala de aula motiva os alunos, logo eles conseguem se identificar com os personagens da fábula pois quando o escritor cria um modelo de personagem tem essa concepção de ser , de fazer com que o leitor se identifique com um dos personagens, identificando quer seja com a simbologia ou característica que este personagem tem na sua vida , acontece então esta transcendência do mundo fictício para o mundo real Betteilheim (2007, pag. 54). Quando a professora 2 responde sobre a utilização de fábulas para os alunos é que ela desperta a construção do caráter do aluno , podemos então entender nesta frase a função formadora de instrução educacional da fábula. Segundo Coelho (2000, pag. 40) a terceira fase da leitura que abrange as crianças e os adolescentes, ou seja, a fase do leitor critico ( a partir dos 12/13 anos ) Aonde o leitor já possui uma capacidade , habilidade de refletir e ter pensamentos críticos em relação a textos e em relação a leitura que lhe é apresentada. Outra importância de se trabalhar fábulas em sala de aula, que as professoras reconheceram foi a facilidade que a fábula tem na produção e interpretação do texto, auxiliando também na oralidade, na ortografia e na linguística. Percebe-se isto na resposta das entrevistas quando a professora 1 disse que o objetivo de utilizar fábulas em sala de aula seria a sua facilidade no entendimento que ajuda na interpretação de textos, sendo que a professora 2 respondeu que a fábula possui um valor diagnóstico pois identifica qual aluno possui mais facilidade na interpretação de texto, quando foi perguntado para a professora quais os resultados alcançados a professora 1 respondeu que a fábula auxilia na produção de pequenos textos , na interpretação , na oralidade, ortografia e na linguística . A fábula sendo uma narrativa geralmente curta ,considerada um gênero de característica universal aonde pode ser captada de um modo simples que remonta aos antepassados humanos desde a contação de estórias nos interiores das cavernas ou entre os descansos após as caçadas. Justificando assim a facilidade do gênero fábula em se trabalhar interpretação produção e oralidade em sala de aula , pois o aluno ao produzir e interpretar textos é desafiado a usar a criatividade, a reflexão , o senso critico na escrita auxiliando na ortografia pois ele vai ter que exercitar a gramática da língua portuguesa em sua atividade de sala de aula , em quanto o auxilio na fábula na oralidade se dá, quando a professora questiona oralmente ao aluno quanto ao o que ele entendeu sobre a fábula apresentada no ambiente escolar, esta metodologia incentiva até os alunos mais tímidos a se expressar oralmente, entretanto quando a professora 1 fala que a fábula auxilia também na linguística do aluno ela se refere que a fábula pode também trabalhar as variações linguísticas e o regionalismo em sala de aula, o exemplo deste, são as fábulas do famoso escritor brasileiro Monteiro Lobato. 5 Analisando o impacto que a fábula tem sobre a realidade do educando . Utilizamos a amostragem de 35 alunos para compreendemos esta investigação. Através do método de observação e realização de um formulário quantitativo Por mediação da literatura os valores da humanidade são apresentados aos alunos quando no primeiro momento de nossa pesquisa a professora dentro da biblioteca e apresentando o vídeo perguntou no final se eles entenderam a fábula e se eles queriam ser águia ou galinha? Todos os alunos responderam que queriam ser águia , os alunos se identificaram com águia de simbologia vencedora, conquistadora e heroica despertando neles sentimentos motivados por valores humanos como orgulho, desejo, vontade , esperança, virtude e coragem, desejo de serem vencedores como a águia . Portanto a maioria dos alunos são de baixa renda e através da educação poderia conseguir um bom emprego como foi o caso de uma aluna que comentou que estava estudando para concluir o ensino fundamental porque ela no serviço de faxineira de uma siderúrgica tinha perdido uma promoção , de trabalhar de secretária porque não tinha o ensino médio. Com a sua função humanizadora, a fábula, formou leitores e produtores de pequenos textos, apesar de alguns problemas enfrentados ( ponto fraco em relação a fábula é que quando existem alunos semianalfabetos, ou analfabetos funcionais as fábulas devem ser trabalhadas oralmente ou através de recursos audiovisuais) pela professora e pelos alunos, na questão de alfabetização e letramento e dificuldades ortográficas , pois alguns alunos não sabiam ler e escrever corretamente entretanto a intervenção da professora para sanar estes problemas foi aulas de reforço escolar. A fábula trabalhada em sala de aula teve um impacto social na vida destes alunos pois a fábula a águia e a galinha despertou a vontade de transformação e inclusão social deste alunos. 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com a regência feita em sala de aula , os resultados obtidos a partir dos estudos foram esclarecedores . Analisamos que as fábulas desenvolvem a capacidade da criança e do jovem de fantasiar , e na criatividade, outras contribuição foram interpretação e produção de textos, ortografia e linguística, os problemas que surgiram durante a pesquisa foram dificuldades de letramento e alfabetização aonde a intervenção foi aulas de reforço. Observamos também que é boa a prática pedagógica das professoras, e os textos estavam de acordo com o desenvolvimento dos alunos, sendo que esta pesquisa nos levou ao conhecimento e contribuição para futuras pesquisas aos estudos de fábulas e entendimento sobre que as fábulas têm no processo de formação da criança e jovens.
 Questionário 
1) Qual a importância da utilização de fábulas para os alunos ? Professora 1 R= A motivação que a fábula proporciona ao aluno Professora 2 R= Temos que despertar a construção do caráter da cidadania dos alunos 2) Qual o objetivo de usar fábulas ? Professora 1 R= Porque a fábula é um Gênero Textual de fácil entendimento auxiliando na interpretação de textos . Professora 2 R= A fábula tem um valor diagnóstico pois através dela podemos perceber quais os alunos possuem facilidade de interpretação 3)Como a professora utiliza estas fábulas em sala de aula ? Professora 1 R= Usamos com a ajuda de recursos audio visuais no primeiro momento em sala de aula depois fazemos atividades orais e escrita. Professora 2 R= Data Show , depois questionário com pergunta e respostas. 4)Quais eram as fábulas utilizadas? Professora 1 R= O Coordenador envia as fábulas que são iguais para todos os professores foram elas a fábula da galinha e da águia, a fábula do porco espinho e a fábula da raposa e do lenhador. Professora 2 R= A fábula do porco espinho ,a fábula da raposa e do lenhador, a fábula da galinha e da águia 5) Quem eram os autores ? Professora 1 e Professora 2 R= Esopo ,Leonardo Boff, Irmãos Grimm 6) Quais os resultados alcançados ? Professora 1 R= A fábula auxilia na interpretação de textos, na produção de pequenos textos, na ortografia e na linguística Professora 2 R= Ajuda na interpretação de texto , na oralidade pois os alunos tem que contarem o que eles entenderam do texto.
 Tabela com a observação de alunos 
1) Quantos alunos se mostraram interessados em assistir o vídeo da fábula a águia e a galinha. Todos os 35 alunos 2) Quantos alunos se identificaram com a fábulas ? Todos os 35 alunos 3) Quantos alunos se expressaram oralmente 3 três 4) Quantos alunos conseguiram fazer a síntese do texto ? 25 alunos 5) Quais problemas enfrentaram ? Letramento e alfabetização
6) A fábula estava de acordo com a faixa etária do aluno , para que não ocorresse infantilização do Texto? Sim 35 alunos
 Foto 1 Apresentação do vídeo da fábula aos alunos Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ Foto 2 No segundo momento os alunos estão fazendo a produção textual escrita, sobre a fábula. Fonte : https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/ 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BETTELHEIM , Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 26. ed. São Paulo: Paz e Terra.2007 RIBEIRO, Helena. Livro, 2012. Disponível em: < http://www.helenaribeiro.com/livro-voce-a-aguia-e-a-natureza/a-historia-da-aguia-e-a-galinha>Acesso em 29 mar.2016 ROCHA,Janaina. Monografia, 2011. Disponivel em : http://www.uneb.bsalvadodedc/files/2011/05/Monografia . Acesso em 30 mar.2016 SANTOS, Abraão Junior Cabral. et al. Literatura infantojuveni. Indaial, SC: Uniasselvi, 2013. Fontes: Cartilha do curso de licenciatura em letras Diretrizes da disciplina seminário da Prática http://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-da-literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/9055/ http://www.catequisar.com.bmensagem/reflexoes/06/msn_147.htm http://www.estudopratico.com.bfabula/ http://www.histedbr.fe.unicamp.bacer_histedbjornada/jornada11/artigos/9/[email protected] http://www.infoescola.com/literatura/literatura-infanto-juvenil/ http://literatura.uol.com.bliteratura/figuras-linguagem/37/artigo225090-1.asp https://projovemelcionebarbalho.blogspot.com/
http://www.recantodasletras.com.bteorialiteraria/278085 http://www2.uefs.bdla/graduando/n4/n4.13-23.pdf
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