Taxas de criminalidade por estado

O Rio Grande do Norte foi o estado brasileiro com a maior taxa de homicídio por 100 mil habitantes em 2017, com um índice de 62,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Em segundo lugar, aparece o Acre (62,2), seguido por Ceará (60,2), Sergipe (57,4) e Pernambuco (57,2). Guerra de facções está por trás do aumento de homicídios Em Minas Gerais: A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) foi criada em 2003, em substituição às Secretarias de Segurança e Justiça * * O art. 23 da CPP \u2013 estabelece que a autoridade policial quando remeter os autor do inquérito para o juiz deve informar o instituto de identificação e estatísticas. * * Art. 23. A taxa de homicídios do Nordeste é a mais alta do Brasil: são 49,8 mortes violentas por 100 mil habitantes. A mais baixa é do Sul: 23,9. São Paulo é o estado mais seguro do Brasil, com taxa de mortes violentas de 14,3, ao passo que o Rio Grande do Norte, o estado mais violento, apresente uma taxa de 67,4. Nosso país é castigado ano após ano, por um mal que parece não ter cura: A criminalidade. Diversos mecanismos de combate a esta mazela social já foram adotados enquanto política de Estado e no trabalho policial e de inteligência, contudo, o tratamento visa combater somente os sintomas e não as causas da doença. Posts sobre taxas de criminalidade escritos por soares7. Depois que Bogotá e Medellín, assim como o Estado de São Paulo, reduziram dramaticamente suas taxas de criminalidade e mortes violentas, incluindo homicídios, o Rio de Janeiro ficou numa posição desconfortável. Os estados brasileiros que registraram as maiores taxas por esse tipo de crime foram Sergipe (64 mortos para cada 100 mil pessoas), Rio Grande do Norte (56,9 mortos para cada 100 mil pessoas) e Alagoas (55,9 mortos para cada 100 mil pessoas). Já a Bahia lidera em números absolutos: 7.110 pessoas foram mortas no ano passado.

Como o coronavírus afeta a segurança pública (isso se afeta)?

2020.05.26 09:04 rabbitsketch Como o coronavírus afeta a segurança pública (isso se afeta)?

Antes de qualquer coisa, por favor, leia o seguinte com atenção: esse não é um post sobre política. Se você tiver entrado aqui para defender ou criticar vorazmente algum lado ou figura pública (qualquer que seja), peço que, por gentileza, se retire. O objetivo aqui é debater sobre a segurança pública no Brasil. Assim, sinta-se à vontade para mencionar medidas adotadas para ajudar a reduzir o número de crimes, mas, por favor, não venha com "isso é culpa do fulano". Suas opiniões pessoais sobre os governos em si eu gostaria que você guardasse para você mesmo. Contudo, se você quiser compartilhar sua opinião sobre o estado da segurança pública brasileira ou, como eu disse, sobre alguma medida adotada para ajudar na redução das taxas de criminalidade, és bem-vindo para fazer isso. Caso contrário, como diriam nossos gringos, "I'll show you the door."
Bom, boa noite, pessoal!
Por algum motivo, a segurança pública sempre foi um assunto que me preocupou, povocou reflexões e interessou e ainda interessa. Ao dar uma olhada no Monitor da Violência do G1, vi que fizemos progresso em 2019 quando comparado com 2018, ano em que, segundo o G1, batemos um recorde de inacreditáveis 51.558 crimes violentos (24.73 para cada 100 mil habitantes). Em 2019, no entanto, 9.832 vidas foram poupadas: o Brasil registrou um total de 41.726 crimes violentos nos 26 estados e no Distrito Federal.
Apesar do progresso que fizemos de 2018 para 2019, registramos uma recaída nos primeiros três meses de 2020: enquanto tivemos uma média de aproximadamente 1.73 crimes violentos para cada 100 mil habitantes nos primeiros meses de 2019, tivemos uma média de 1.89 crimes violentos para cada 100 mil habitantes no mesmo período nesse ano. Um período mais curto para comparação: registra-se, também, um aumento de 11% nos crimes violentos nos dois primeiros meses de 2020 quando comparados ao mesmo período de 2019.
Assim, me questiono se o coronavírus tem algo a ver com esse aumento. Já ouvi sobre guerras de gangues e facções que estão se aproveitando do momento e muitas outras teorias. O que você acha que é a causa desse aumento repentino e momentâneo nos números de crimes violentos, que estavam em queda desde 2018?
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2020.01.31 08:47 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc. O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença? Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais. O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma. Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los. Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção. Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente. Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente. Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que 1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais, 2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que 3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria. Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos). Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil. Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento. Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em: 1) programas de privatizações; 2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação); 3) alianças internacionais com nações desenvolvidas. O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional? Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia. O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria. E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos. Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas. Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana. Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo. A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios. Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional. Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real. Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais. Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima. A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa. Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.
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2020.01.31 08:37 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc.
O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa?
A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença?
Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais.
O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma.
Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los.
Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção.
Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente.
Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente.
Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que
1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais,
2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que
3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria.
Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos).
Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra?
Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil.
Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento.
Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em:
1) programas de privatizações;
2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação);
3) alianças internacionais com nações desenvolvidas.
O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional?
Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia.
O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria.
E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos.
Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas.
Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana.
Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo.
A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios.
Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional.
Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real.
Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais.
Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima.
A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa.
Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.

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2020.01.31 08:33 Emile-Principe Tecnologia, Ciência e industrialização

Com o fracasso dos projetos Liberais (da era Color a era F.H.C.), Social Democratas/ Social Liberais (de Lula a Dilma), assim como o fracasso das sucessivas tentativas do Nacional Deselvolvimentismo (de Getulioa J.K.) –sem falar das várias desastrosas acoes do Exército (com seu marco durante a ditadura militar) –o Brasil tem passado nos últimos anos (não exclusivamente, mas de forma mais retunda e concisa) sob o auto-questionamento sobre seu desenvolvimento histórico. Esse questionamento se delineia das mais diversas formas –algumas mais claras e conscientes do que outras -, tais como: Comopromover o desenvolvimento do Brasil? Como fazer o Brasil sair de sua situação de dependência? Como melhorar a qualidade de vida do Brasileiro? Como acabar com a criminalidade? Como dar fim a corrupção? Como promover uma nação forte? , Etc. O subsumir desses questionamentos, pode facilmente ser traduzido por uma tomada de consciência –ainda que em sua forma mais abstrata e afastada da realidade –do brasileiro comum sobre a questão nacional/ a consciência da necessidade de criar-se uma nação forte e poderosa como condição para vencer essas contradições/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de definitivamente dar fim a criminalidade, a corrupção e a todas as mazelas sociais criando caminho para uma sociedade próspera/ a consciência de que tao somente uma nação forte e poderosa sera capaz de conduzir a economia social para a sua prosperidade. A pergunta subsumida, então, se reedifica sob a questão: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? A Historia e uma auxiliar maravilhosa para responder a esse tipo de questionamento, uma vez que nos ensina por exemplosconcretos (pela ciência da história), como outras nações o fizeram. E sempre valido tomar o exemplo de nações vizinhas que foram fundadas sob circunstancias muito similares as circunstância as que o Brasil foi fundado, e que, no entanto, diferente do Brasil, foram vitoriosas ao dirigir-se rumo a sua emancipação. Dentre todos os países do continente americano (no qual o Brasil se situa), o mais exitoso em seu processo de emancipação, e da criação de uma nação forte e poderosa, foi obviamente os Estados Unidos. O que ha ocorrido nos Estados Unidos, que não ha ocorrido no Brasil, de forma a marcar tao profunda diferença? Vejamos: alguns dirão que o fator preponderante para o desenvolvimento dos Estados Unidos como nação forte e poderosa foi o seu processo de independência de iniciado em 1775 e concluído em 1783. As recíprocas diferenças entre o processo de independência do Brasil e dos Estados Unidos seriam as grandes responsável pelos resultados finais, em que os Estados Unidos se tornou uma nação forte e poderosa, enquanto o Brasil teria mantido a sua condição de nação fraca e dependente. A despeito da guerra de independência dos Estado Unidos, e de suas recíprocas diferenças com o processo de independência do Brasil, o fato e que não se observa nenhum salto, nem quantitativo, nem qualitativo nas relações de produção dos Estados Unidos ate meados de 1870, quando os Estados Unidos como nação, finalmente vai começar a passar por um processo de industrialização que o lavara a se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do mundo. O que ha ocorrido? Quais foram, então, as razoes dessa decolada econômica dos Estados Unidos, se não foi o processo de independência? Vejamos: não se trata aqui de dizer que o processo de independência dos Estados Unidos não foram um fator extremamente importante para o seu desenvolvimento. Mas trata-se de dizer que seu desenvolvimento real, se deu as custas de algo mais. O processo de independência dos Estados Unidos se deu porque a burguesia nacional dos Estados Unidos (uma burguesia constituída totalmente por donos de terras – fazendeiros), eram obrigados a exortar parte significativa de sua produção para a Inglaterra (colonizadora dos Estados Unidos), para que a Inglaterra pudesse usar essa produção agrícola para comercializar com as nações europeias e asiáticas. A burguesia nacional dos Estados Unidos de então, se deu conta de que, exortando todo o exortado para a Europa, eles perdiam parte significativa de sua capacidade produtiva, já que se eles não ficassem com a produção inteira, não poderiam comprar mais terras na América, expandir suas terras pela América, nem mesmo financiar sua mao de obra escrava para produzir mais. Era evidente para a burguesia ruralista estadunidense que o desenvolvimento das forcas produtivas nacionais dependia inteiramente de sua ruptura com a Inglaterra: somente assim os donos de terras teriam condições econômicas de -comprando mais escravos, negociando suas terras, e expandindo suas plantações –expandir a produção. Como se ve, a expansão da produção era uma necessidade histórica objetiva, capaz não apenas de desenvolver as forcas produtivas do pais, mas também capaz de fundar uma nação independente e autônoma. Ainda assim, por mais quase 100 anos, apos a independência dos E.U., a produção se via ainda controlada pela Europa, uma vez que, mesmo que os estadunidenses não tivessem que exertar sua produção para a Inglaterra, o desenvolvimento das capacidades produtivas do pais (ainda completamente rurais e agrícolas de exportação primaria – tais como soja, e milho), dependiam de um maquinário especializado produzido apenas na Europa. O Pais se via então na situação em que, ainda que formalmente independente, mantinha a sua dependência econômica que passava pelo fato de que, os Estados Unidos vendiam mercadorias agrícolas primarias como milho para a Europa, para comprar das indústrias europeias o seu maquinário extremamente desenvolvido pela sua indústria: o que basicamente significava, vender coisas baratas para comprar coisas caras. Mais do que isso: essa relação de dependência se dava também com relação ao modo (a forma) de como as trocas eram feitas: como a Europa dominava o mercado mundial de produção fabril (de fábricas), eles tinham o monopólio de para quem iriam vender, e a que preço, enquanto os Estados Unidos comercializavam um produto que também era comercializado em todos os 5 continentes, e por tanto não tinham nenhum controle sobre as taxas de cambio e valores de troca. A mesma porcão de milho que 1 ano atras fora vendido pelo equivalente a 1000 libras, 1 ano mais tarde, pela superprodução de milho no oriente, seria vendido pelo equivalente a 150 libras. Não suficiente, essa troca era absolutamente necessária para os Estados Unidos, uma vez que o maquinário usado para a colheita do mesmo milho, vinha todo da Europa já que os Estados Unidos não tinha uma indústria capaz de produzi-los. Como ja se ve claramente, assim como perante a guerra de independência, era uma necessidade histórica objetiva a independência dos Estados Unidos – para desenvolver as forcas produtivas do pais, e para criar soberania nacional – quase 100 anos mais tarde também era uma necessidade histórica objetiva – para desenvolver as forcas produtivas e para criar soberania nacional – que os Estados Unidos se industrializasse/ fosse capaz de produzir industrialmente aqueles produtos necessários para sua produção agrícola: do contrário, os Estados Unidos permaneceriam sendo semi-colonia das potencias europeias. E foi exatamente esse o motor essencial daquilo que conhecemos como Guerra Civil, ou Guerra de Secessao de 1861 a 1865. A guerra se deu porque Abraham Lincoln se deu conta de que, mantendo a relação do mercado internacional tal como essa estava estabelecida quando ele chegou ao poder, os Estados Unidos permaneceriam em uma situação de semi-colonia das nações Europeias. Era necessário criar impostos pesados sobre os produtos industriais europeus para que a pequenina indústria estadunidense – ainda em sua fase mais primaria – tivesse condições de concorrer dentro do mercado estadunidense com os produtos Europeus. Isso era obviamente desvantagem para a indústria agrícola, ja que, com impostos mais altos sobre os produtos europeus, os produtos chegariam mais caros as fazendas, diminuindo a capacidade de compra dos ruralistas, diminuindo consequentemente sua capacidade de produção. Isso era desvantagem para os ruralistas também porque, uma vez que os Estados Unidos aumentassem os impostos sobre os produtos europeus, as nações europeias aumentariam também os impostos sobre os produtos estadunidenses provocando assim a inflação dos produtos estadunidenses no mercado europeu, obrigando o comprador europeu a comprar de outros países com preços mais baratos (uma vez que o aumento do imposto não insidiam sobre seus produtos). Os produtos industriais da Europa (devido ao fato de que a Europa já havia passado por um processo de industrialização profundo), eram não somente de qualidade superior, mas também mais baratos, já que as forcas produtivas das potências europeias já haviam se desenvolvido razoavelmente. Isso tudo aparecia não como razoes contra Lincoln, mas como razoes a favor, uma vez que, se os produtos Europeus eram tao superiores aos estadunidenses, tanto em qualidade quanto em preço, a indústria dos Estados Unidos não tinha nenhuma condição de competir com a indústria das potências europeias. Era necessário entao, criar um mercado nacional primeiro para a produção industrial dos Estados Unidos, fortalecendo a indústria, desenvolvendo sua capacidade produtiva, para so entao os Estados Unidos ter condições de disputar mercado com a Europa. E nao seria absolutamente possível criar um mercado nacional para a indústria nacional dos Estados Unidos, sem que fosse estabelecido um aumento significativo dos impostos sobre os produtos Europeus (uma vez que os agricultores obviamente prefeririam comprar produtos mais baratos e de melhor tecnologia, optimizando seus ganhos). E foi assim que os ruralistas iniciaram uma guerra de separação, visando a criação dos Estados Unidos do Sul, evitando assim a diminuição de seus ganhos consequente do projeto de desenvolvimento nacional lançado por Lincoln. Foi tao somente ao final da guerra, com a subjugação das forcas reacionarias representadas pelos agricultores do sul, que os Estados Unidos foi capaz de desenvolver suas forcas produtivas industriais, e de consequentemente libertar-se de sua condição de semi-colonia das potencias Europeias, levando-os a construção de uma nação não apenas forte e poderosa, mas sobre tudo realmente independente. Aqui entao ja vemos que o fator preponderante que divide os Estados Unidos de qualquer outra nação americana reside no fato de que 1) os Estados Unidos não teve medo de enfrentar as forcas reacionarias (contrarias ao desenvolvimento) de seu pais, 2) os Estados Unidos passaram por um processo de independência a diferença de todas as outras nações americanas, não se limitou a uma independência forma, mas se moveu para uma independência real; e finalmente por que 3) os Estados Unidos promoveram um processo nacional de quebra com o imperialismo econômico (representado pelas potências Europeias), promovendo o desenvolvimento de sua Tecnologia, Ciência e de sua Indústria. Hoje (2020), os Estados Unidos Ja e capaz de concorrer com igualdade de condições com todas as potências europeias e paises desenvolvidos do mundo na maioria dos setores, sendo um dos maiores exportadores de produtos industriais e de produtos de exportação secundaria (nao apenas pretoleo cru, mas de pretoleo ja convertido em combustíveis dos mais diversos). Devemos voltar entao a nossa questão subsumida: Como conduzir a nação brasileira a tornar-se uma nação forte e poderosa? Como o exemplo dos Estados Unidos – nação americana fundada sob circunstancia muito similares as circunstância que fundaram a nação brasileira – nos mostra, o caminho para a construção de uma nação forte e poderosa não e outro senão que o caminho do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira. Cabe agora perguntar-nos: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Para formular adequadamente a resposta para essa pergunta, faz-se necessário que localizemos a conjuntura brasileira/ faz-se necessário que saibamos compreender o contexto atual do Brasil. Apos o fracasso dos citados projetos economicos, o Brasil tem visto o Florecer de uma figura como representante da mais legitima causa nacional: Bolsonaro. Com um discurso que adota por diversas vezes a palavra “Patria”, “Nacao”, e que coloca o nome “Brasil” como um baluarte a ser sustentado, Bolsonaro aparece, e apareceu nos Brasil como uma especie da salvador da patria e da nação brasileira, capaz de liderar o Brasil para o seu tao esperado alvorece para o seu tao esperado desenvolvimento. Mas qual e na prática o projeto economico (e por tanto o projeto de nação) de Bolsonaro? Na prática, com pouco mais do que um ano desde que Bolsonaro assumiu a presidência da república seu governo pode ser – de modo geral – resumido em: 1) programas de privatizações; 2) desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação); 3) alianças internacionais com nações desenvolvidas. O que tudo isso quer dizer na prática, quanto ao processo de desenvolvimento nacional? Vejamos: uma vez privatizadas as empresas nacionais – que a proposito nao sao muitas – a economia nacional do Brasil perde total e completamente a sua capacidade de re-investimento publico, já que o Estado Nacional passa a fazer menos dinheiro com a venda dos produtos, se tornando um Estado dependente tao somente de impostos e taxas tributarias gerais. Sem capacidade de re-investimento publico, o Brasil se ve despido de capacidade econômica para fomentar a Tecnologia e Ciência, promovendo subsequentemente a industrialização do pais. O re-investimento publico se mostrou – a traves de exemplos concretos da história – um processo altamente eficaz na industrialização da sociedade em geral, tal como os exemplos da Suécia, Noruega, Finlândia e Dinamarca, que passaram rapidamente de países altamente dependentes e subdesenvolvidos, para entre os países mais desenvolvidos do mundo gracas a um processo profundo de re-investimento publico nas áreas de ciência e tecnologia. Em 2012, se especulava que mais de 60% do PIB desses paises (alguns dos Paises com os PIBs mais altos do mundo)era destinado ao re-investimento publico em ciência e tecnologia. A privatização de empresas Brasileiras promove, por tanto, um desmonte nao apenas da economia nacional, mas também da capacidade econômica nacional, deixando o pais economicamente desnudo (em relação ao Estado Nacional), incapaz de investir em setores estratégicos da economia. O desmonte dos setores públicos (especialmente aqueles relativos a educação), termina de executar o processo. Os ativos da educação – ainda que historicamente nao tenham sido usados propriamente – sao a estrutura básica da qual o pais dispunha, para eventualmente com re-investimentos públicos mais profundos e mais direcionados nos setores de tecnologia e ciência, o pais se tornasse capaz de desenvolver sua indústria. E finalmente as alianças internacionais com nações desenvolvidas, considerando que a moeda de troca do Brasil e cada vez mais fraca, não poderia ser feita de outra forma, senão que fazendo do Brasil um pais subserviente dos interesses dessas nações. Além do que, assim seguimos na direção contraria a direção ao desenvolvimento tomada pelos Estados Unidos. Ao invés de desenvolvermos as forcas produtivas nacionais a traves da criação de um mercado nacional, abrimos nosso mercado já esfacelado a indústria das nações desenvolvidas, esmagando ate mesmo a possibilidade do nascer de uma indústria nacional, que seria facilmente abafada e esmagada pela indústria altamente desenvolvida dos países desenvolvidos. Agora já vemos a resposta para nossa questão: em qual estagio do desenvolvimento de uma tecnologia, ciência e industria brasileira o Brasil se encontra? Agora mesmo, o Brasil anda na contra-mão do desenvolvimento/ agora mesmo, o Brasil destrói todos os elementos mais básicos criados para seu desenvolvimento desde a era Vargas. Lembremos: nao ha exemplos na história de algum pais que tenha se desenvolvido pegando carona no desenvolvimento de paisesdesenvolvidos. Pelo contrario: o que os exemplos histórico concretos nos mostram e que em casos de relações de dependência – tal como o caso do Brasil – o que as nacoes desenvolvidas promover e um desmonte de toda a capacidade do pais de se desenvolver, ao mesmo tempo que drena tudo aquilo que poderia ser usado um favor do pais. O Brasil atual nao apenas se constitui como um fazendão do mundo – vendendo mercadoria barata para comprar mercadoria cara -, sendo um pais total e completamente subdesenvolvido, mas também nesse exato momento o Brasil caminha na direção de sua aniquilação como economia e na direção de sua aniquilação como Estado Nacional/ Nacao Soberana. Mas vejamos: ao mesmo tempo que a história nos mostra que andamos de marcha-re, ela nos ensina como abandonar nossa condição de pais subdesenvolvido/ de pais subserviente dos interesses econômicos de nações desenvolvidas. E necessário promover a Industrialização imediata do Brasil, re-investindo em setores públicos dedicados a fomentação da Ciência e Tecnologia. Somente assim o Brasil poderá se desenvolver como nação forte e poderosa, tornando-se capaz de expurgar todas as suas mazelas internas. Os exemplos dos Estados Unidos, e das nações nórdicas e claro sobre isso. Agora e preciso entender que o contexto histórico do Brasil atual não e o mesmo dos Estados Unidos da época da guerra civil, nem e o mesmo dos países nórdicos. E necessário então reconhecer dentro da conjuntura brasileira quais são as forcas reacionarias que barram nosso desenvolvimento enquanto nação. A primeira dessas forcas, e a mais obvia e o liberalismo. A ideia de que com uma abertura abrupta do mercado nacional o Brasil se desenvolvera, uma vez que recebera investimentos externos de setores. Essa perspectiva nao leva em conta que o uso de tecnologia importada custa royalties impressionantes aos cofres públicos, de modo que essas empresas internacionais que vem ao Brasil, prestam um desserviço ao desenvolvimento nacional: cobram royalties pelo uso da marca – que sao pagos aos paisesde onde a tecnologia originalmente veio (tal como a existência de uma Volkswagen no Brasil nos obriga a pagar para a Alemanha pelo uso da marca) –, nao difundem a tecnologia (de modo que nao torna possível que usemos a Volkswagen para produzir uma tecnologia de carros Brasileiros), e ainda usam a mao-de-obra barata do pais, sucateando o trabalho como um todo (obviamente, ainda que a tecnologia seja alema, e muito mais vantajoso para a marca montar uma fábrica no Brasil, aonde se paga muito pouco/ se paga muito mal pela mao de obra, do que na Alemanha, aonde os trabalhadores com todos os seus direitos, são muito mais custosos para a produção). Hoje em dia já se ve um fenômeno bastante sintomático disso que e o fato de que essas fábricas de alta tecnologia europeia, se estabelecem em países pobres para produzir, e depois vende esses produtos em países ricos, porque mesmo com o preço do transporte, a produção fica mais barata feita na periferia do sistema do que nos países centrais, aonde os salários por si so ja representam um obstaculo maior para o ganho dos capitalistas, do que a importação dos produtos. Assim, como eles não podem explorar tanto o trabalhador em seus países – trabalhadores esses que já conquistaram alguns direitos -, preferem explorar trabalhadores da periferia do sistema capitalista. Entao vemos claramente como o liberalismo e uma forca reacionaria que age contra os interesses nacionais, e atua promovendo o não desenvolvimento das nações subdesenvolvidas. O liberalismo so e bom e funciona muito bem para as nações desenvolvidas que, usando-se dele, ganham vantagem absoluta no mercado internacional perpetuando para sempre os seus privilégios. Outra dessas forcas reacionarias que age no Brasil contra o desenvolvimento nacional, e age como obstaculo ao desenvolvimento nacional e a atual burguesia brasileira que, assim como a dos Estados Unidos de antes da Guerra Civil, e majoritariamente formada por ruralistas. E as contradições entre essa classe social e o desenvolvimento nacional do Brasil ja estao explícitos pelo exemplo dos Estados Unidos. Os ruralistas, como classe social, sao completamente dependentes do capital estrangeiro, e por tanto contrários ao desenvolvimento de um capital nacional que necessariamente passa pela ruptura com o capital estrangeiro como necessidade para se atingir a industrialização do Brasil. Assim como nos Estados Unidos de quase 200 anos atrás, nossa burguesia ruralista vende grãos e carne para todo o mundo, para comprar a maquinaria necessária tanto para plantar como para a criação de animais. E dessa forma nos mantemos em relação ao mundo desenvolvido em uma condição de semi-colonia, vendendo barato para comprar caro, e vendendo o mesmo que inúmeros países vendem, para comprar o que tao somente alguns produzem. Dessa forma, esses poucos países que produzem maquinaria agrícola tem voz de mando e desmando no mercado mundial, chegando mesmo a ditar o preço pelo qual a carne e os grãos brasileiros serão vendidos. Como atualmente a realidade social do Brasil não e condizente com a dos Estados Unidos da época, não faz sentido entrar em guerra para tao simplesmente barra-los politicamente. Se faz necessário retirar sua forca politica, que tal como qualquer forca politica e forca econômica. A forca politica dos ruralistas brasileiros se expressa pela sua posse de terras, e por tanto tao somente uma reforma agraria, com distribuição das terras para pequenos produtores, e produtores familiares permitiria aniquilar o poder economico dessa classe social (da burguesia ruralista), permitindo concomitantemente taxa aumentar os impostos sobre certos produtos industriais agrícolas comprados do exterior, permitindo finalmente o nascimento, desenvolvimento e prosperar de uma indústria nacional, através de edificação de um mercado nacional para essa industria, ate o seu desenvolvimento, no qual poderemos concorrer no mercado internacional. Manter as terras da burguesia agraria significa dar poder econômico a burguesia agraria. E dar poder econômico a burguesia agraria significa dar poder politico a mesma, uma vez que com poder econômico a burguesia agraria tem recursos para financiar a candidatura (tal como ja o faz) de candidatos que a represente a despeito dos interesses nacionais. Daixar o poder econômico nas maos da burguesia agraria significa deixar o poder politico em suas maos, uma vez que a burguesia agraria financia toda forma de propaganda (através dos aparelhos de mídia existentes – Globo, SBT, Record, Veja, etc), que lhe seja conveniente, promovendo todas as formas possíveis de calúnias contra as tentativas reais de promover a soberania nacional. Tal como ja foi expresso indiretamente ao tratarmos da burguesia agraria, outra das forcas reacionarias que atuam no pais e o capital estrangeiro, que aliciado a burguesia agraria (ou dito de outra forma: tendo a burguesia agraria como seu agente dentro do território nacional), financia diretamente o desmonte do poder publico, e/ou de qualquer instituição capaz de promover independência nacional real. Finalmente a última – não a ultima existente, mas uma das principais – forcas reacionarias existentes e atuantes no Brasil, são as Agências de Estado Americanas. Essas usadas pelos Capital Estrangeiro como Imediato no Brasil, financiam toda forma de propaganda e ação politica contraria a soberania nacional, uma vez que, obviamente, com um Brasil dependente/ com um Brasil semi-colonia, as potências estrangeiras faturam muito mais. Todos essas cinco juntas (Capital Estrangeiro, através das Agências de Estados Americanos, usando os Ruralistas para difundir o Liberalismo {Capital Estrangeiro; Agências de Estados Americanos; Ruralistas; Liberalismo}), constituem as forcas mais violentamente retroativas do Brasil/ constituem os inimigos numero 1 do povo brasileiro, dos interesses nacionais, do desenvolvimento nacional, do desenvolvimento de uma nacao forte, soberana e poderosa, e por tanto estão intrinsecamente ligados a todas as mazelas sociais das quais os Brasil e o povo brasileiro em geral (com todas as suas classes) e vítima. A aniquilação dessas forcas reacionarias e fator sine-qua-non para o desenvolvimento nacional, e para a realização de uma independência nacional plena/ para a realização dos destinos do povo brasileiro. Sem a aniquilação dessas forcas reacionarias nao sera possível promover no Brasil um processo de industrialização e de fomento a ciência e tecnologia. E sem um Brasil industrializado, com fomento a ciência e tecnologia, nao ha como o Brasil passar de sua condição de pais subserviente para nação forte, soberana e poderosa. Assim vemos que a superação das forcas reacionarias que atuam no Brasil de hoje, se da como uma necessidade histórica objetiva para a superação da situação de coisas em que o Brasil se encontra.
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2019.12.22 08:17 MinistroPauloCats A História da Criminalidade no Rio de Janeiro

A HISTÓRIA DA CRIMINALIDADE NO RIO DE JANEIRO


O professor de história Carlos Eduardo aponta os fatores que levaram o Rio de Janeiro a se tornar uma referência negativa no que tange a criminalidade.

A seguir uma descrição do que aconteceu em todos os governos desde o final daquele que antecedeu o governo Brizola em diante para entender como é que se deu essa crescente violência do Rio de Janeiro.

Em primeiro lugar eu gostaria de voltar um pouquinho no tempo, quando a capital saiu para Brasília. Eu considero uma tremenda lástima a saída da capital do Rio de Janeiro para Brasília.

Primeiro, porque ela foi baseada numa falácia: que iria desenvolver o Centro-Oeste. Na verdade o que desenvolveu o Centro-Oeste foi o agronegócio. Cidades já existiam e apenas cresceram. Brasília nada produz.

Segundo lugar, tirou o poder de junto do povo. Hoje em dia é impossível você chegar junto de qualquer autoridade para reivindicar qualquer coisa em Brasília, em parte por causa da distância. Quando Brasília foi construída era possível chegar do Rio de Janeiro de São Paulo, de Belo Horizonte em 3 horas. Hoje em dia não existem mais trens passageiros no Brasil. Então você tinha uma facilidade imensa de levar as pessoas até lá, se bem que quando chegassem lá essas pessoas também não teriam mobilidade, mas era possível chegar.

A cerca de quatro anos depois da construção de Brasília esses trens foram suprimidos. Então Brasília hoje é um lugar isolado. Ninguém vai para Brasília por menos de 3-4 mil reais. Quando a capital saiu daqui, foi para Brasília, o poder se distanciou do povo.

Surgiu então uma questão secundária: o que fazer com isso aqui. A PDF - Prefeitura do Distrito Federal - foi criada ainda no tempo do Império, no tempo das diligências, através do ato adicional que criou o Município Neutro, que não fazia parte do estado do Rio de Janeiro.

Então eles resolveram criar um novo estado aqui: o estado da Guanabara. Esse estado da Guanabara teve um governador que foi talvez um dos melhores governadores que o Brasil já teve chamado Carlos Lacerda. Ele não era perfeito, cometeu grandes erros, mas Lacerda foi um exemplo, um divisor de águas na administração pública brasileira.

Um desses erros que infelizmente Lacerda cometeu foi a política de erradicar algumas favelas extremamente incômodas, as populações consideradas problemáticas que ficavam na Zona Sul da cidade e transferir essas favelas para grandes conjuntos habitacionais na Zona Oeste na zona rural da época.

Então depois de Lacerda tivemos o governador Negrão de Lima, que foi um governador absolutamente apagado, e tivemos o governador Antônio de Pádua Chagas Freitas, que era dono do jornal O Dia. Na época era um jornal popular do tipo que se espremesse saía sangue. Hoje tem uma linha editorial totalmente diferente, mas antigamente era mais especializado em funcionários públicos e outras notícias assim.

Pois bem, esse governador Chagas Freitas era um governador extremamente impopular. Ele ficou dois mandatos, um pelo estado da Guanabara, depois ele ficou mais um tempo como governador do estado do Rio uma vez que houve fusão do estado do Rio de Janeiro com o estado da Guanabara.

Quando houve essa fusão, o tipo de política que se fazia no estado do Rio de Janeiro era bastante ruim, baseada em na figura dos chamados coronéis. A política do Rio de Janeiro era muito personalista, e esse tipo de política é baseado em compra de votos, nomeação de cargos públicos, de funcionários públicos sem concurso apenas por conhecer um político. Esse tipo de vício político invadiu estado da Guanabara e ao mesmo tempo a riqueza do estado da Guanabara - que era o segundo estado mais rico da federação e participava com mais de 30 por cento da economia do Brasil - essa riqueza toda passou pra esses políticos do interior.

Nesse contexto nós tivemos o segundo governo do Chagas Freitas e aí veio o processo chamado Abertura. Então o governador Brizola voltou. Brizola era um antigo conhecido dos cariocas. Brizola uma vez boicotou a vinda do chamado feijão preto para o estado da Guanabara. Por uma particularidade que eu não sei explicar porquê, o Rio de Janeiro é o único estado da federação que o feijão preto é a base alimentar. O feijão preto era plantado no Rio Grande do Sul apenas para abastecer o estado do Rio de Janeiro. Nos outros estados o feijão preto é consumido mais como exceção, mas aqui é consumido diariamente, inclusive tem muita gente que como feijoada diariamente. Mas enfim, o Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, por várias maneiras conseguiu impedir a vinda de trens, de caminhão, de navegação de cabotagem com gêneros alimentícios para o estado da Guanabara.

Embora a capital oficialmente já tivesse saído para Brasília, a capital de facto ainda era aqui. Tanto é que no dia 31 de março, o saudoso general Olímpio Mourão Filho desceu de Juiz de Fora para colocar fim ao comunismo de João Goulart. Ele desceu para o estado da Guanabara.

Muitas estatais estavam aqui, muitos ministérios estavam aqui e há até hoje: a Petrobrás está aqui, a Ancine está aqui, acho que o IPI também, o Instituto de Pesos e Medidas, a Biblioteca Nacional, o próprio Museu Nacional que pegou fogo, o palácio da Quinta da Boa Vista, ainda tem muita coisa federal aqui.

Quando os militares abriram as portas, o senhor Leonel Brizola, que foi o homem escolhido para implantar o comunismo no Brasil, um comunismo do tipo cubano, esperou um tempo para ter certeza que teria segurança.

Ele era um homem que, pelo rádio, conclamava o povo incitava o povo a fazer pequenas milícias de guerrilha para derrubar o governo militar, aliás ele tramava para derrubar o próprio cunhado dele João Goulart - era completamente obcecado pelo poder.

Esse homem perturbou imensamente o governo de Carlos Lacerda. Ele e Brizola eram inimigos figadais, eles tinham um ódio irreconciliável. Mas como Lacerda foi um excelente governador, ele praticamente pavimentou todas as ruas do Rio de Janeiro, ele acabou com a questão da vala negra a céu aberto, ele asfaltou muitas ruas. Infelizmente ele acabou com o bonde, fez algumas coisas erradas. Todos esses conjuntos habitacionais foram também muito ruins, mas de um modo geral, só o fato de ele acabar com o problema da falta d'água já foi uma coisa maravilhosa.

As pessoas contavam, eu escutava isso das pessoas antigas e ficava imaginando: pessoas que tinham que trabalhar às seis horas da manhã no dia seguinte levantavam às 5 horas da manhã, eles ficavam acordados na calçada das casas até meia-noite às vezes, até uma hora, esperando barulhinho de cair um ou dois palmos de água na caixa d'água.

Isso era o Rio de Janeiro antes de Lacerda, havia o racionamento. Eles um dia apagavam a Zona Sul, no outro dia apagavam o Centro. Imagina as pessoas que estivessem dentro dos elevadores!

Havia uma hora certa que a luz seria desligada então a Light orientava todos os motorneiros de bondes a destrancar os cruzamentos. O negócio era muito bem cronometrado para que não acontecesse dos bondes pararem justamente dentro dos cruzamentos. E depois nos outros dias eles apagavam a zona rural e a Baixada Fluminense.

A Light era concessionária tanto do estado da Guanabara como de parte do estado do Rio. O consumo era muito pequeno por aqui então eles apagavam tudo junto e o Lacerda conseguiu acabar com isso. Fez uma termelétrica em Santa Cruz.

Então o povo começou a gostar muito do Lacerda e ao mesmo tempo começou até essa ojeriza do Brizolismo.

Mas em 1980, de repente Brizola volta. Na eleição Brizola era considerado um azarão a a pessoa mais cotada para ser a governadora era a deputada, na época a ex-ministra da Educação, professora Sandra Cavalcanti, que era da linhagem política direta de Carlos Lacerda.

Sandra Cavalcanti já estava praticamente eleita quando de repente acontece uma reviravolta na mídia e a contagem dos votos revela Brizola com 32% dos votos! Muito estranho!

O voto era feito de papel e quem contava o voto eram apenas funcionários públicos, a esmagadora maioria. Na hora de contar os votos tinham fé pública, ou seja, o que eles diziam que tinha na urna era aceito sem questionamento.

Os títulos de eleitor que tinham digital da pessoa, tinham apenas uma foto que muitas vezes era a foto de infância. Então o processo eleitoral foi bastante turbulento. A apuração demorava muito em lugares extremamente quentes e abafados e as pessoas contando votos de muita má vontade, embora o funcionário público ganhasse dias para fazer aquilo. Era uma fraude tremenda em todos os níveis. As pessoas hoje reclamam da urna eletrônica mas as pessoas não têm noção do que era a fraude no voto de papel.

De repente, no segundo turno Brizola se elege com 32-33% dos votos. Ninguém teve maioria absoluta. Carlos Lacerda tinha morrido seis anos antes e a memória dele ainda estava recente. Mas a professora Sandra Cavalcanti era da linhagem direta dele e foi alijada do sistema.

O governador Chagas Freitas havia se envolvido numa coisa que eu considero um dos maiores erros políticos no Brasil que é praticado desde o presidente Marechal Hermes até os dias de hoje: a política dos grandes conjuntos habitacionais.

Esses grandes conjuntos habitacionais eram conjuntos pra mil, 1700, 1800, 2300 famílias. O MDB na época viu que os grandes conjuntos habitacionais no Rio eram um celeiro de votos. Muitos políticos viram e perceberam isso então eles faziam todo um esquema de obras parciais.

O que eram essas obras parciais? Por exemplo: pavimentar uma rua até a metade e essa pavimentação acabaria exatamente no dia da eleição. Colocar água numa rua até a metade e iluminar uma rua até a metade. Isso gerava muitos votos.

Então eles deixaram todo o esquema pronto para o Brizolismo se implantar. O Brizolismo chegou e pegou essa população extremamente carente e extremamente cansada de mentiras, vivendo em condições péssimas.

Um dos pilares do Brizolismo, que acabou sendo um dos pilares da esquerda hoje, é a militância a nível local, a capilaridade - isso falta muito à nossa direita hoje. Eles colocavam ou pegavam ali naquela rua quem era o sujeito mais ligado pra fazer essas coisas, tipo falar em público, com disposição pra contato com as autoridades, capaz de fazer abaixo-assinado, etc.

Pegava aquele sujeito e dava o telefone do Palácio e aí, para surpresa de todos, aquele sujeito ia num orelhão - na época ninguém tinha telefone em casa - e telefonava para o palácio e, por incrível que pareça, o senhor governador Brizola atendia pessoalmente.

Atendia esse cidadão que fazia a queixa lá de alguma coisa e no dia seguinte o governador passava por cima de prefeitura, passava por cima de secretarias, passava por cima de todos os órgãos para executar aquele serviço.

A Constituição de 67 dizia que nas capitais e nas grandes cidades e nas áreas de segurança nacional, o prefeito seria nomeado pelo governador. Isso é um cenário maravilhoso se você tivesse todos os governadores alinhados. Mas de repente você tem um Brizola governador, então o prefeito aqui era chamado na época pelos jornais com um apelido pejorativo - "domésticas" - era um tanto preconceituoso. Então tinha o "empregadinha" do governador, "doméstica" do governador de modo que a prefeitura era uma ficção jurídica e o estado era que mandava.

Esses grandes conjuntos habitacionais rendiam milhares e milhares de votos. Esse é o primeiro ponto. Foram essas pessoas que faziam a ponte direta entre o partido PDT.

O segundo ponto que firmou Brizolismo, mas extremamente nocivo à população, foi não combater mais o narcotráfico. Então há a partir dali a venda de drogas, de qualquer tipo de entorpecente. A cocaína na época ainda era uma droga cara demais, se vendia bem pouco. Mas a maconha sempre foi mais barata e mais fácil de produzir.

Enfim então foram dadas ordens explícitas à Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro que não subisse o morro, que não combatesse os traficantes de drogas. Isso aí nas favelas que ficavam nas regiões ricas da cidade, a Zona Sul, no Centro. A Zona Norte na época não estava tão favelizada como hoje em dia. Assim, além do consumo local começou a ter um consumo de uma elite, classe média, que começou a parar ali e comprar.

O terceiro ponto do Brizolismo é o funcionário público. O Brizolismo não tinha qualquer tipo de responsabilidade financeira com o Erário. Em outras palavras eles colocavam aumento em cima de aumento do salário do funcionário público. Pra você ter uma idéia nós estávamos na época com taxas de inflação volta de 16 a 20 por cento ao mês. Talvez um pouco menos. E todo mês havia reajuste automático sendo que a cada três ou quatro meses mais uma folha complementar.

Imagina você gastar todo seu dinheiro, completamente afogado em dívidas e de repente vem o seu patrão, que é o governo do estado, governo do município, e diz "agora você vai ter dois pagamentos de salários". Então foi o caso de amor à primeira vista né!

Quando o Brizola fez alguma pouca coisa certa a gente tem que elogiar: ele fez um rigoroso combate ao funcionário fantasma. Ele combateu muito funcionário fantasma, mesmo porque ele precisava de dinheiro. Talvez não fosse tanto pelo aspecto da moralidade mas por um aspecto estratégico e precisava de dinheiro.

Então funcionário público teve acréscimo do padrão de vida dele que foi absurdo e isso fez o terceiro pé do Brizolismo.

Então você tem funcionários públicos completamente fanatizados, você tem esses líderes comunitários - isto é, mais tarde foram chamados de líderes comunitários mas geralmente eram gente de igreja. Gente da Igreja Católica, formada pela esquerda católica, que se tornaram líderes de ruas e associações de moradores, etc, a começar a formar um poder paralelo.

Você não precisava mais falar com o administrador regional, nem com o secretário de obras, nem falar com o prefeito, dependendo da sua condição só falava diretamente com o governador.

O terceiro ponto que foi essa liberação... liberação tática, obviamente. Não podia liberar da lei mas foi a liberação do tráfico - não só do tráfico mas a liberação ao furto de serviços da concessionária. A Light começou a ter uma uma evasão de energia elétrica imensa mas não podia mais cortar. A CEDAE que era a concessionária de águas e esgotos nem se fala! Os canos passam por debaixo da terra e era tanto gato mas tanto gato que nem a CEDAE sabia mais quanta água estava sendo consumida em determinado bairro.

Tudo isso e ninguém podia cortar o serviço. O sujeito simplesmente recebia conta d'água e engavetava, que não era cortado o fornecimento.

Isso tudo foi criando hábitos: o muro da linha do trem - nós temos aqui um serviço de trens elétricos que foram os últimos dois grandes serviços de trens elétricos que sobraram no Brasil. Começaram a fazer um monte de buracos na muralha da linha do trem e as pessoas entravam na faixa de domínio, ficavam sem pagar o trem, pulavam o muro, faziam buracos, etc. Então se criou essa cultura perversa do não pagar.

Não há como uma sociedade baseada nisso prosperar. Pelo contrário, costumo dizer que o Rio de Janeiro hoje é um cadáver de 35 dias. O Rio de janeiro está podre e já está acabado mas só não desistimos isso aqui primeiro porque nós amamos muito e segundo porque isso aqui é fundamental para o resgate do Brasil. O futuro do Brasil passa por aqui e a terceira coisa, nós temos nossas famílias, temos nossos empregos, nós temos os nossos negócios aqui, apesar de toda a violência, toda criminalidade, ainda sobrevivemos isso aqui.

Por incrível que pareça ainda existem empregos aqui, embora o Brizolismo tenha matado a indústria do Rio de Janeiro a unha. Havia um órgão ambiental chamado FEEMA. A FEEMA destruiu por exemplo a indústria cimenteira do Rio de Janeiro, destruiu a indústria química. Eram multas e regulamentações e não só a FEEMA, qualquer tipo de órgão.

Perto aqui da minha casa existe uma estação chamada Benjamim do Monte e um grupo japonês de estaleiros chamado Ishikawajima fundou uma empresa chamada Ishibrás. Era um grupo que tinha uma montadora de peças para navios. As peças brutas eles faziam junto do mar e as peças mais leves eram feitas numa fábrica aqui em Campo Grande.

Quando foi instalada aqui a primeira coisa que descobriram é que não tinha como tirar a carga porque nas ruas tudo contribuía para travar o caminho dos caminhões. Nem memso pela linha do trem podia mais porque a rede ferroviária proibiu o tráfego de cargas nas linhas de subúrbio.

Então não tinham mais como descer as peças deles de trem - eram peças pequenas, mais sofisticadas, mas pequeno para o navio ainda é muito grande. Então aquilo passava batendo em sinal de trânsito, batia em fiação, enfim, causava problemas com a vizinhança e conflitos.

Depois de 12 anos ele simplesmente abandonaram aquilo e saíram. Largaram tudo e a indústria naval do Rio de Janeiro foi destruída. Hoje em dia eu sei que esse fenômeno não foi apenas aqui no Rio de Janeiro, foi no Ocidente inteiro.

A indústria naval foi destruída nessa época entre os anos 80 e 2000 e hoje a gente sabe o resultado. A indústria naval foi destruída e foi toda levada à China. Não é uma mera coincidência.

O que sobrou de indústria no Rio de Janeiro? Bancos, por exemplo, não temos mais nenhum. Você pensa, por exemplo, naquele piloto de Fórmula 1 que sofreu um acidente terrível nos anos 70 chamado Nikki Lauda. Ele tomou um concorde e veio para o Rio de Janeiro para ser operado pela equipe do cirurgião Ivo Pitangui na Santa Casa de Misericórdia - que aliás tinha uma ala que foi administrada pelo Doutor Enéas Ferreira Carneiro. Foi operada aqui a primeira linha comercial do Concorde, o avião supersônico, foi de Rio de Janeiro a Paris.

E você pensa o que é o Rio de Janeiro hoje? O que virou isso aqui? É triste demais! Eu tenho vontade de chorar. É deprimente, mas isso também não quer dizer que nós vamos entregar os pontos.

Mas porque os governos que vieram depois não foram consertando o que o Brizola deixou? Tivemos quatro anos de Brizola numa época que a Constituição lhe dava praticamente plenos poderes. Ele podia mexer como ele queria com o orçamento, podia dar plenas ordens à Polícia Militar, não tinha Ministério Público, não tinha uma imprensa cáustica no pé dele o tempo todo, não tinha políticos de grande porte que se opusessem a ele.

Então com quatro anos você estraga demais uma sociedade, principalmente uma sociedade que está acostumada à benesse. Ele dava muitas benesses pra funcionário público e donos de associações de moradores e para políticos, deixando-os governarem junto com ele.

Moreira Franco chegou e interrompeu o ciclo Brizola. Moreira Franco foi eleito dentro da onda do Plano Cruzado. Queiramos ou não, Brizola na época foi o único que denunciou o estelionato eleitoral do Plano Cruzado. Esse plano não seria apenas um congelamento de preço. Havia todo um arcabouço ali de cortar despesas públicas e de privatizar estatais - já naquela época se pensava isso - mas o governo Sarney não deixou. Não pagou o preço político e apenas fez o congelamento e o segurou o quanto pôde até às eleições.

Então você tem um Moreira Franco enfraquecido. Ele já não era querido das pessoas. Na eleição do Brizola ele chegou em segundo lugar e tinha sido prefeito de Niterói e muita gente o detestava completamente.

Então o governo Moreira Franco foi um governo fraco. Foi um governo que tentou ainda combater um pouco a bandidagem. Esse mérito tem que ser dado, mas a coisa já estava muito enraizada. Ele ganhou uma antipatia absoluta do funcionário público porque ele fechou a torneira do dinheiro e os salários foram achatados, foram reduzidos à realidade. Muito dinheiro que era mandado para manutenção de escolas e hospitais e outras repartições foi cortado pois o Erário estava completamente falido.

Então quatro anos depois você tem o Brizola 2. Nesse segundo governo Brizola se concentra não mais na política dos CIEPs. CIEPs são escolas em concreto pré moldado que ele dizia que era para 500 alunos, mas na verdade eram dois turnos de 250. O CIEP inaugurou essa essa concepção que nós temos hoje de escola-prisão: você tem que prender a criança dentro da escola, não pode deixar a criança em sua casa, não pode deixar a criança sair... Há 220 dias letivos por ano, então é um público cativo para doutrinação.

Brizola gastou muito dinheiro com CIEPs e Moreira Franco abandonou aquilo. Quando Brizola retoma quatro anos depois, ele pega boa parte do dinheiro do Erário, conclui aqueles CIEPs e começa novas obras de CIEPs e coloca o pé numa nova fronteira política, que é legalizar as grandes invasões de terrenos, grandes invasões de terras.

Então você tinha enormes áreas da zona rural que eram destinadas à agropecuária. Em Campo Grande havia a Manteiga Campo Grande que era vendida pro Brasil inteiro e de repente essas áreas todas se tornam imensas favelas. Um caos absoluto onde cada um, sem qualquer critério, sem necessidade alguma, pessoas que já tinham casa, pessoas que já tinham terrenos e bens, iam lá e pegavam de 4 a 7 lotes cercados com barbante, e 2 ou 3 meses depois o estado desapropriava aquela área e dava títulos de posse a quem quer que fosse.

Em pouco tempo depois nessas áreas, os bandidos e traficantes de drogas, já bastante fortalecidos, colocaram aquele pessoal todo pra fora e tomaram um monte desses imóveis.

Então você hoje tem imensas áreas no Rio de Janeiro que são áreas oriundas dessa situação, com ruas de três metros de largura, sem espaço de arejamento, sem espaço pra escola ou lazer. O lazer lá hoje em dia são bailes feitos pela bandidagem infelizmente. Esse empreendimento foi tomado realmente pelo submundo.

Então aquilo espalhou o caos por todas as áreas. Hoje em dia praticamente não sobra uma área plana no Rio de Janeiro que não tenha sofrido algum tipo de invasão.

Com isso foi reforçada ainda mais a base eleitoral Brizolista. Quando Brizola saiu entrou o advogado Nilo Batista que é conhecido por ser um grande defensor de perseguidos pelo governo militar. Depois do Batista veio o governo Marcello Alencar, que já pegou isso aqui completamente destruído. O próprio Marcello Alencar era filho político de Brizola e depois veio Cesar Maia, que também era filho político de Brizola, fez muito proselitismo com o funcionário público e muito proselitismo com a terceira idade.

Depois veio uma figura completamente obscura que era um simples deputado estadual chamado Sérgio Cabral Filho. O pai dele era do movimento comunista e inclusive teve que deixar o Brasil durante o governo militar. O Sérgio Cabral Filho viu nesse filão aí da terceira idade o nicho de plataforma política no qual poderia conseguir o governo dele.

Depois veio o governo Garotinho. Os Garotinhos são um pessoal que veio de Campos e foi um desastre total para Campos. É aquele mesmo modo de fazer política do estado do Rio daquela época antiga.

Então nós não tivemos ninguém. Só agora o Wilson Witzel começou a enfrentar a bandidagem, coisa que não se fazia com seriedade há muito tempo.

E de fato ele não pode ser penalizado pelo estado de caos depois de 30 anos... 30 anos é mais de uma geração!

As pessoas hoje simplesmente não sabem pensar fora da gaiola. Um exemplo: eu falava com uma pessoa que é autoridade sobre questão de faixa de domínio da ferrovia invadida. Um sujeito simplesmente foi lá e fez o barraco dele em cima dos trilhos. Literalmente, o tráfego foi interrompido por um motivo qualquer e passados alguns anos o sujeito foi lá e fez uma casa. A gente estava falando do ramal de Mangaratiba. Já fizeram 140 casas em cima da linha do trem, que é terra da União. A resposta dele foi "ah mas nós temos que indenizar inclusive são casas boas, não sei o quê, temos que indenizar..."

Peraí como é que é isso? Onde nós estamos? Ele é uma pessoa boa, uma pessoa sensata e honesta, mas as pessoas já não conseguem mais pensar fora da gaiola. Como assim tem que indenizar quem invadiu o espaço público? Tem que indenizar quem edificou no canteiro central de uma avenida?

As pessoas perderam a noção do belo, a noção da funcionalidade do espaço, e também perderam completamente aquela alegria que o carioca tinha. O Rio de Janeiro era uma das poucas cidades nos anos 90 em que você estava andando pela rua e um estranho começava a conversar com você - em cidade grande isso não existe mais em nenhum lugar do mundo.

O Rio de Janeiro foi uma das últimas cidades que teve isso. Hoje isso foi perdido. Hoje o carioca é calado e introspectivo e só se solta realmente quando está em grupo de confiança. Não fala mais, completamente manietado e não sabe pensar diferente daquilo, pois, é claro, durante 30 anos só recebeu esse tipo de doutrinação, inclusive na escola, uma escola feita para imbecilizar. É difícil!

Mas nós temos jeito sim. Nós vamos conseguir dar a volta. Talvez nós não vejamos, talvez seja a próxima geração, mas essa semente tem que ser plantada agora. O país precisa ser limpo, ser preparado agora e
nós nunca mais teremos esse tipo de problema. Teremos outros problemas mas não esse tipo de problema.

https://www.youtube.com/watch?v=lfCFLYm2rDo
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2019.02.04 20:08 The_Force_Within Comunicado de Jair Bolsonaro ao congresso

Senhoras e Senhores Congressistas,
O Governo brasileiro vem ao Parlamento – na abertura deste ano legislativo – trazer uma mensagem de esperança. A esperança de que falo é a esperança da atitude e da liberdade. Falo, ainda, da resistência de um povo, de uma Nação.
O Brasil resistiu a décadas de uma operação cultural e política destinada a destruir a essência mais singela e solidária de nosso povo, representada nos valores da civilização judaico-cristã. Esse processo começou pela dominação cultural nos espaços de formação e informação, passou pela ocupação do poder nas estruturas públicas e instituições e, por fim, chegou ao próprio Governo.
O Estado foi assaltado. O Erário foi colocado à disposição de tiranetes mundo afora. E a democracia ficou vulnerável diante de tamanha dilapidação moral e ética. Os brasileiros, especialmente os mais pobres, conhecem o resultado da era que terminou: a pior recessão econômica da história nos foi legada. Treze milhões de desempregados! Isso foi resultado direto do maior esquema de corrupção do planeta, criado para custear um projeto de poder local e continental.
O combate à miséria foi limitado à maquiagem nos números. Indicadores foram alterados para fins de propaganda, sem implicar melhoria nas condições de vida da população.
A criminalidade bateu recordes, fruto do enfraquecimento das forças de segurança e de leis demasiadamente permissivas. O governo de então foi tímido na proteção da vítima e efusivo na vitimização social do criminoso. A mentalidade era: quem deve ir para o banco dos réus é a sociedade.
Isso acabou! O Governo brasileiro declara guerra ao crime organizado. Guerra moral, guerra jurídica, guerra de combate. Não temos pena e nem medo de criminoso. A eles sejam dadas as garantias da lei e que tais leis sejam mais duras. Nosso governo já está trabalhando nessa direção.
Os mais vulneráveis foram os que mais sofreram com a degradação da segurança. Mulheres, crianças, pobres e negros eram objeto de discurso, mas não de políticas consistentes de proteção. Não vamos descansar enquanto o Brasil não for um país mais seguro, em que as pessoas possam viver em paz com suas famílias.
Nas relações internacionais, o Brasil deu as costas para o mundo livre e desenvolvido. Na saúde, o povo foi abandonado e os índices de mortalidade infantil voltaram a subir, depois de décadas de queda.
O meio ambiente virou bandeira ideológica, prejudicando quem produz e quem preserva – que, diferentemente do que se prega, são as mesmas pessoas. De novo: mais um objeto de discurso, que, na prática, ficou desprotegido.
O Estado sobrepõe dezenas de estruturas de fiscalização, inibe quem quer produzir, mas não conseguiu coibir a tragédia de Brumadinho. Aproveito para enfatizar que continuaremos empregando toda nossa energia para dar suporte às famílias, para melhorar o modelo de fiscalização de barragens e para colaborar com as investigações. Não é com um Estado mais pesado que vamos resolver e, sim, com um Estado mais eficiente.
A propósito disso, cito outra herança: o aumento do custo Brasil. Com carga tributária impeditiva, modais logísticos insuficientes e burocracia paralisante, formou-se uma combinação que – além de não proteger o meio ambiente – destruiu nossa produtividade e nossa competitividade.
Nosso país, de dimensões continentais e com uma população plural e de espírito livre, rejeitou essa forma de governar. Caiu por terra a mentira. E eis que vimos nascer a verdade e a esperança de quem segue em frente.
É fato que essa nova esperança se materializou em 2018. A esperança do trabalhador, do empreendedor, do cidadão do Brasil mais profundo, de todos que lutam de sol a sol para proteger suas famílias e serem felizes.
Nós – Executivo e Legislativo – temos grandes responsabilidades. A concretização dos nossos sonhos começa por acreditar mais no Brasil e nos brasileiros do que nas soluções de Brasília. É verdade! E, acima de tudo, não esquecer: governamos para Sua Excelência, a população brasileira!
É hora de a Administração Pública voltar a SERVIR, a resolver os problemas da Nação. É isso que significa dizer “mais Brasil, menos Brasília”. O Estado brasileiro, ao longo do tempo, foi se voltando muito para si e pouco para a sociedade. É uma máquina que se retroalimenta e não percebe os anseios das pessoas, especialmente dos mais necessitados. O Brasil precisa voltar seu olhar para a vida real. Afinal, o Estado deve estar a serviço da sociedade, e não o contrário! A realidade acontece nos Municípios, nos mais de cinco mil rincões de vários sotaques que moldam a Nação brasileira.
Logo, a mudança que queremos – e precisamos – passa pela união das pessoas de bem, pela coragem dos que conosco irão resistir a todos os ataques que virão pela frente. Passa não só pela escolha de Ministros, com trajetória de serviços prestados à Nação, como também pelos representantes escolhidos pela população brasileira.
Portanto, Senhores Congressistas, para construir uma nova esperança ao lado das senhoras e dos senhores, antes o nosso Governo precisa deixar claro o que rejeita. Para saber por onde queremos ir, é preciso primeiro entender o caminho que se deve evitar. E nós – como a imensa maioria dos brasileiros – rejeitamos as ditaduras, a opressão, o desrespeito aos direitos humanos. Rejeitamos, também, os modelos que subjugam o Poder Legislativo e os demais Poderes, seja por corrupção, seja por ideologia, ou ambos.
Rejeitamos, ainda, a perseguição à oposição, a quem pedimos apenas: respeito ao País e dignidade no exercício de seu legítimo papel.
Olhar para trás e ver o que está errado faz parte do aprendizado para o futuro. Mas, feito isso, é hora de olharmos para frente e levar o Brasil adiante!
Um país só é livre se livre é seu Parlamento. Se respeita e zela pela Constituição. E um País só é desenvolvido se o seu Parlamento tem responsabilidade com a evolução, com a transformação e com o progresso. É hora de evoluirmos juntos – política e institucionalmente. É o mínimo que cada um de nós, depositários da esperança, deve ao povo brasileiro.
Os primeiros passos dessa esperança concreta já estão sendo dados, tanto no ambiente interno quanto no externo. O Brasil volta a ser olhado pelo mundo como um lugar seguro para investir, repleto de oportunidades. E mais do que isso: nossos empreendedores começam a recuperar coragem para gerar emprego e renda. Os níveis de confiança melhoraram, a taxa de investimento parou de cair, os postos de trabalho voltaram a ser criados e a renda real das famílias começou a dar sinais de melhora.
Estamos conscientes – nós e todos os formadores de opinião responsáveis –: o grande impulso deste novo ambiente virá com o projeto da Nova Previdência. Estamos concebendo uma proposta moderna e, ao mesmo tempo, fraterna, que conjuga o equilíbrio atuarial, com o amparo a quem mais precisa, separando “previdência” de “assistência”, ao tempo em que combate fraudes e privilégios.
A Nova Previdência vai materializar a esperança concreta de que nossos jovens possam sonhar com seu futuro, por meio da Poupança Individual da Aposentadoria, um dos itens que está sendo formulado. É uma iniciativa que procura elevar a taxa da poupança nacional, criando condições de aumentar os investimentos e o ritmo de crescimento. É um caminho consistente para liberar o País do capital internacional.
Ao transformar a Previdência, começamos uma grande mudança no Brasil. A confiança sobe, os negócios fluem, o emprego aumenta. E eis que se inicia um círculo virtuoso na economia. Não tenham dúvida disso!
Essa é uma tarefa do Governo, do Parlamento e de todos os brasileiros. Mas, é claro, temos outros desafios igualmente importantes. Nossa educação, muitas vezes transformada em espaço de doutrinação ideológica, precisa resgatar sua qualidade. Os pais do Brasil querem que seus filhos saibam português, matemática, ciências, que saibam ler, escrever, evoluir por suas próprias pernas. E que as minorias e as diferenças sejam respeitadas em ambiente acolhedor, afetivo e fraterno.
Nosso governo quer recolocar o aluno no centro do projeto educacional, a partir de professores respeitados e valorizados. É nesse ambiente de liberdade que queremos desenvolver nossas crianças. E é LIBERDADE que queremos oferecer também a quem trabalha, a quem empreende, a quem investe. Queremos abrir o Brasil para as parcerias com a iniciativa privada, seja de capital nacional, seja de capital externo – desde que se cumpram as exigências legais.
Vamos defender sempre a liberdade de opinião, de crença, de imprensa, de manifestação religiosa, de pensamento!
Temos uma equipe de Ministros e técnicos altamente qualificada. Um time de ponta! Queremos transformar o País a partir de estudos sólidos e fundamentados que estão sendo elaborados pelos Ministros em suas respectivas áreas. Juntamente com o Congresso Nacional, vamos resgatar o Brasil!
Já somos um grande País. Iremos, juntos, transformar esse País em uma grande Nação: Pátria Amada, Brasil!
Muito obrigado!
Jair Messias Bolsonaro
Presidente da República
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2018.09.02 18:37 MatRiff A inversão orçamentária da pirâmide educacional do Brasil: dados, consequências e possíveis soluções

Recentemente, o ministério da educação fez uma retratação, revelando com dados que cerca de 70% dos alunos que completam o ensino médio no Brasil tem nível insuficiente de Português e Matemática, dentre esses, 23% estão no nível zero, o mais básico. Do restante, em média 25.6% têm nível considerado “básico” e estagnantes 3% possuem nível considerado “adequado” nas duas matérias. De acordo com o próprio ministro da educação, Rossieli Soares, o ensino médio “está falido e não agrega conhecimento”. A inversão orçamentária da pirâmide educacional assola a educação brasileira, e não há solução fácil que agrade a todos.
De acordo com a OCDE, dentre 39 países analisados, o Brasil se encontra nas últimas posições em investimento por estudante do ensino básico. Gastamos, em média, US$ 3,800 por aluno dos últimos anos do ensino fundamental e médio, enquanto a média analisada foi de US$ 10,500, 176% a mais. Fruto do descaso orçamentário, temos escolas públicas com níveis péssimos em avaliações gerais, infraestrutura precária e alunos desestimulados.
Em contraste, ainda de acordo com a OCDE, temos um investimento por universitário próximo a países europeus, nossa média é de US$ 11,700 por aluno do ensino superior, semelhante a Portugal e Espanha, e até superando a Itália. A média mundial analisada foi de US$ 16,100 por universitário. Enquanto temos péssimas escolas públicas, temos um ensino superior, no geral, de qualidade – a despeito de alguns de seus problemas.
Esses dados demonstram uma inversão orçamentária na pirâmide educacional. Nós damos prioridade ao ensino superior, enquanto o ensino básico, justo o essencial, é deixado às migalhas. Enquanto em outros países pais colocam seus filhos em colégios públicos e optam por economizar um fundo para no futuro pagarem uma universidade privada para eles, no Brasil pessoas de melhor condição econômica optam por pagar escolas privadas caras durante toda a vida escolar de seus filhos, e no final esperam que eles tenham um ensino superior gratuito. Há uma clara inversão lógica aqui – é esperado que o governo ofereça o ensino superior, classificado como não essencial, e aceito que ele trate o ensino básico, o realmente essencial, como segundo plano.
As consequências disso? Alunos passam por um ensino básico que não os preparam para nada, vão para universidades que exigem muito mais do que lhes foi ensinado e não aguentam a carga – de acordo com o INEP-MEC, cerca de 40% dos alunos analisados de 2010 a 2015 nas universidades públicas desistiram antes do término de seus cursos (na estatística, “desistência” também pode significar “troca de curso”). Isso também significa desperdício de dinheiro, vez que o investimento no universitário não serviu de nada se ele não irá completar o curso, um gasto pesado evitável nas contas do Estado.
Além da evasão nas universidades, temos também a evasão nas escolas públicas, que de acordo com o INEP-MEC, chega a ser de 11%, considerando apenas o ensino médio – vale lembrar que evasão escolar está intrinsecamente ligada à violência no nosso país, como esse excelente artigo da BBC explica. Alunos desestimulados, sem perspectiva, evadem muitas vezes por motivos banais, se envolvem com o tráfico e eventualmente cometem crimes violentos. As maçãs apodrecidas pelo nosso descaso com o ensino básico, que afetam até mesmo aqueles que não estão mais nele.
Indo mais longe, existem as consequências mais implícitas dessa inversão. Mesmo os concluintes do ensino básico e superior, ainda sofrem com a educação deficitária: apenas 8% das pessoas em idade de trabalho têm condições de plenamente “compreender e se expressar”, de acordo com o INAF (Índice de analfabetismo funcional). Nele também foi observado que 27% são considerados analfabetos funcionais – mais de um quarto das 2002 pessoas de 15 a 64 anos que realizaram o teste.
Portanto, tendo em vista a inversão orçamentária da pirâmide educacional, entende-se por que a educação está em crise. Porém, não há solução fácil, que agrade a todos. Devemos dar mais prioridade à educação básica, mas de onde sairá o dinheiro? Uns propõem privatizar algumas universidades públicas, medida essa que poderia liberar com eficiência parte do orçamento para ser realocado para o ensino básico, porém claramente em detrimento daqueles que já trabalham e estudam nelas. Já outros, defendem que o governo reveja sua política de gastos com o funcionalismo público, e com o dinheiro salvo, aplicar nas áreas essenciais como a educação de base, porém, isso também significaria que os altos funcionários do Estado, os privilegiados com salários de cinco dígitos e aposentadorias precoces – e mais caras – perdessem tais benesses, e dentro desse grupo, estão nossos políticos – será que eles reivindicariam seus salários, privilégios e mordomias para o bem geral do povo? Logo, cabe à população escolher com consciência seus representantes, mas parece uma realidade um tanto utópica, quando uma porção considerável dela acredita que o problema da educação no Brasil se resume simploriamente à “ideologia de gênero” e “doutrinação esquerdista” nas escolas e universidades públicas.

LD;NL: nosso investimento por estudante do ensino básico é vergonhoso e traz diversas consequências, como taxa de evasão nas universidades e escolas, criminalidade, violência e analfabetismo funcional. Não há solução fácil e rápida que agrade a todos, e é um problema urgente que só pode ser resolvido pelos governantes, por isso, tenha consciência na hora de votar – o que seus candidatos à presidência, câmara e congresso pensam e propõem sobre o problema?
PS: já fiz alguns textos sobre educação no Brasil, porém acredito que nesse consegui expressar com eficiência alguns dados relevantes e opiniões sobre o assunto. Posso ter me empolgado ao longo do texto, mas acredito que a informação estatística que reuni complementa mais minha ideia.
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2018.05.27 19:32 ShinobiKrow Imigração Islâmica em Massa: És Contra ou a Favor?

Portugal ainda não foi afectado, mas poderá vir a ser. Basta olharmos para países como a Alemanha, França, Suécia, Bélgica e Inglaterra para ficarmos com uma ideia do que poderá ser o Portugal de amanhã.
Existe uma certa resistência em identificar isto como um problema. Estes países, governados por políticas maioritariamente esquerdinas, recebem de braços abertos todo o tipo de imigrantes sem sequer ponderarem as consequências, ou trabalharem activamente no controlo das mesmas.
Em qualquer um destes países há zonas que são quase exclusivamente muçulmanas. Imaginem irem a uma cidade Portuguesa e não encontrarem um único Português. Ainda que muitos destes imigrantes sejam boas pessoas, a realidade é que dentro destas comunidades existe uma percentagem muito expressiva de radicais violentos, que não estão, de forma alguma, a ser filtrados. Pessoas que contribuem activamente para o aumento das taxas de criminalidade dos países para onde migram e vivem para xuxar nas tetas do estado e dos contribuintes.
Muitos deles não se querem integrar. Querem colonizar. Eles não querem ir para a Suécia e viver de acordo com os valores ocidentais. Eles querem ir para a Suécia e impor os seus valores culturais, nem que seja por meio de violência. Em alguns destes países já existem partidos políticos islâmicos que querem candidatar-se ao poder e implementar a lei sharia. É algo que já está a acontecer na Bélgica.
Os muçulmanos são muito mais apegados à sua cultura do que os ocidentais. Enquanto uns forçam a entrada, os outros vão tirando as trincas da porta, intoxicados pela ingenuidade, ignorância e inocência que os leva a crer que defender os seus valores culturais e o seu país é algo que faria de si racistas.
Falar de imigração é tabu em muitos dos países mais afectados. A população tem medo de se manifestar. Quando confrontados com o tema, tentam evitá-lo, e recusam-se a estabelecer qualquer tipo de ligação entre imigração e criminalidade.
A nova geração é composta maioritariamente por liberais progressistas que age em conformidade com as emoções e não com a lógica. Em Londres, as marchas em defesa do direito das mulheres são também em defesa do Islão. As mesmas mulheres que defendem os direitos das mulheres recusam-se a admitir que o Islão oprime as mulheres. Evitam perguntas associadas ao tema, ou, simplesmente, negam que tal seja verdade. É o mesmo que eu marchar contra o racismo e ao mesmo tempo a favor do KKK. Sim, já chegámos a esse nível de lavagem cerebral.
Existe um problema e ninguém o reconhece. Querem todos ser modernos, liberais, justos, progressistas. E se para que tal seja possível tenha de se ignorar a realidade, então assim será.
Os governos cada vez mais incitam o seu povo a cometer suicídio cultural. Temos até vídeos da Senhora Angela Merkel a recusar-se a segurar numa bandeira da Alemanha, como se ter orgulho do seu país fosse um grande insulto. Na Alemanha as mulheres até são instruídas a vestirem-se de uma forma mais conservadora para não insultarem muçulmanos. Eles são os convidados, e são eles que estabelecem as regras. E o Zé Poveco, burro e alienado, deixa-se levar na conversa.
Liberdade de expressão é cada vez menos um direito. Podes dizer o que te apetecer, desde que não seja controverso. Se o que tu dizes não é controverso, então a liberdade de expressão é um direito inútil. A única forma de expressão que precisa de protecção é a controversa. A que insulta. As outras não são vítimas de censura. Logo, não precisam de ser protegidas.
Os governos agem cada vez mais no sentido de intimidar e punir todos aqueles que se oponham a este tipo de invasão em massa. Na inglaterra é perigoso demonstrares descontentamento em relação a certas políticas de imigração. A lei não te protege e frequentemente protege aqueles que se queixam de ti e tentam calar-te.
Se estes países não elegerem um Donald Trump dentro de muito pouco tempo é provável que em breve alguns deles se transformem em estados islâmicos.
A minha questão é: Como é que acham que Portugal lidaria com esta problemática? E como é que o povo Português reagiria? Cometeríamos também suicídio cultural ou correriamos à paulada quem viesse para cá tentar impor leis religiosas opressivas? Seriamos mais tipo a Suécia ou mais tipo a Polónia?
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2018.03.08 19:19 mateus_ln Operações do Exército no Rio ignoram áreas dominadas por milícias

Operações do Exército no Rio ignoram áreas dominadas por milícias - 08/03/2018 - Cotidiano
Em julho passado, quando o governo federal autorizou o uso das Forças Armadas no Rio por meio de um decreto, o objetivo seria “golpear o crime organizado”, conforme explicou à época o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, hoje titular da nova pasta da Segurança Pública.
Por crime organizado, ressaltou ele na ocasião, entendia-se não só tráfico de drogas, mas também milícias e grupos paramilitares que dominam territórios na zona oeste e na Baixada Fluminense.
Hoje, sete meses depois do início das ações com apoio dos militares e tendo ocorrido 20 operações em favelas e zonas carentes do Rio, nenhum território da milícia teve nem sequer uma rua ocupada.
Do total de ações com militares, 11 foram em locais dominados pelo CV (Comando Vermelho), a maior facção criminosa do Rio. Em cinco ocasiões, deu-se prioridade onde há disputa entre CV, TCP (Terceiro Comando Puro) e ADA (Amigos dos Amigos). Outras quatro foram em locais dominados por TCP ou ADA.
Desde que o presidente Michel Temer decretou a intervenção federal na segurança do Rio, em 16 de fevereiro, a cúpula da segurança tem discutido formas de reduzir índices de criminalidade, principalmente roubos de carga, assaltos a pedestres e tiroteios em favelas. Sobre milícias, até agora, nenhum indicativo. No Rio, quem atua contra as milícias são basicamente a Draco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado), as DHs (Delegacias de Homicídios) e o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado), ligado ao Ministério Público.
Por enquanto, ninguém dos comandos dessas instituições foi chamado para conversar com o interventor federal, general Walter Braga Netto, ou o secretário de Segurança, general Richard Fernandez Nunes, responsáveis por tocar a área até 31 de dezembro (prazo da intervenção).
Questionado, o Comando Militar do Leste, responsável pelas operações do Exército no Rio, não se manifestou. MUDANÇA DE PERFIL
Enquanto as autoridades não incluem a milícia no escopo das ações, grupos disputam áreas e mantêm moradores sujeitos a leis próprias em troca de alegada segurança.
Nos últimos anos, as milícias mudaram de perfil. PMs e civis, bombeiros e agentes penitenciários seguem dando as cartas, mas atuam nos bastidores e reduziram presença na linha de frente. Jovens pobres antes cooptados pelo tráfico passaram a ser recrutados pelos milicianos.
Um emissário recolhe semanalmente os valores de extorsão, ainda hoje o principal carro-chefe dos grupos.
“Se colocar um do lado do outro, um traficante do CV e um soldado da milícia, você não vai encontrar diferença. É o mesmo material humano”, disse o delegado Alexandre Herdy, titular da Draco.
As milícias ganharam força no Rio no final dos anos 1990. Inicialmente, eram grupos de policiais moradores locais que, cansados de assaltos e tráfico de drogas em seus bairros, organizavam sua própria força à parte do estado.
O domínio do território virou atividade lucrativa —com taxa de proteção contra crimes, venda de botijão de gás, sinal clandestino de TV a cabo e transporte alternativo.
Os métodos nos últimos anos se diversificaram —elas cobram por qualquer atividade que movimente dinheiro.
Em Campo Grande, zona oeste, motoristas de Uber só circulam com autorização da milícia, mediante pagamento. Em Seropédica, na Baixada Fluminense, ao menos duas fábricas de areia para construção civil foram controladas pela milícia depois que os administradores foram expulsos ao se negarem a colaborar.
Na mesma cidade, cobra-se até de quem for dar festas dentro de casa —conforme a quantidade de convidados.
Em Santa Cruz, na zona oeste, há relatos investigados pela Promotoria de que traficantes pagam propina aos milicianos para poderem atuar livremente. Milicianos passaram a cobrar também R$ 40 mensais pelo gato de luz e ágio sobre galão de água.
A busca pelo lucro está se sobrepondo ao desejo pela ordem, afirmaram à Folha quatro pessoas envolvidas em investigações sobre milícias.
No ano passado, a Draco apurou denúncia de que grupos cobravam até R$ 800 por semana dos operadores de vans clandestinas em Bangu.
“Eles passaram de uma falsa polícia comunitária a quadrilhas de extorsão pura e simples”, afirmou Jorge Furkim, promotor do Gaeco. CARROS ROUBADOS
Uma das novas características é a utilização pelas milícias de carros roubados. No fim de 2017, por exemplo, a Draco recuperou oito carros na favela Bateau Mouche, na Praça Seca, na zona oeste, dominada por milicianos.
Em Nova Iguaçu, na Baixada, há suspeita de que milicianos estejam envolvidos também no roubo de cargas.
O grupo que atua na vizinha Duque de Caxias, por exemplo, se especializou no roubo de combustíveis da Reduc, a refinaria da Petrobras.
O caso mais marcante de mudança é que nas milícias da zona oeste, as mais antigas do Rio, quem chefiava até 2017 era egresso das fileiras do Comando Vermelho.
Os exemplos dificilmente seriam observados nos anos 2000, quando as milícias eram encaradas como braço informal do poder público.
De março de 2010 até fevereiro passado, ao menos 375 pessoas foram denunciadas por crimes relacionados a milícias. Somente no ano passado, 40 foram presas por envolvimento com esses grupos.
Quem não compactua com a milícia é expulso ou desaparece. Do fim de 2015 até agora, ao menos sete pessoas entraram no serviço de proteção à testemunha por ameaças de milicianos.
https://www1.folha.uol.com.bcotidiano/2018/03/operacoes-do-exercito-no-rio-ignoram-areas-dominadas-por-milicias.shtml?
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2016.05.19 20:50 LoreChano Criminalidade: Não é só a pobreza

Misiones, uma das províncias mais pobres da Argentina, com população de 1 milhão e 60 mil habitantes, tem uma taxa de criminalidade que faz o estado brasileiro mais pacífico passar vergonha. São 5.35 homicídios a cada 100.000 habitantes, sendo que o estado com menor criminalidade do Brasil, Santa Cataria tem uma taxa de 12,2 homicídios por cada grupo de 100.000 pessoas. Lembrando que a ONU considera qualquer coisa a cima de 10 como nível de epidemia, até muitos países africanos tem taxas menores que 10.
Seria a causa de nossa alta criminalidade cultural? Existe cultura do crime? Ou a lei lá é tão superior assim á nossa? Sim, existe menor diferença social na Argentina, mas não o suficiente pra afetar os números de forma tão expressiva. Algo está errado nos brasileiros.
Lembrando também que a maioridade penal na Argentina é 16 anos.
Fonte
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